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sexta-feira, 14 de março de 2014

Ser Bom

Nem mesmo o melhor de todos os cristãos age por suas próprias forças. Só o que ele faz é conservar ou proteger uma vida que ele jamais teria adquirido por seus próprios esforços. E isso tem conseqüências práticas. Enquanto a vida natural está no nosso corpo, ela fará o que puder para restaurá-lo. Se ele sofre um corte, saberá se curar até certo ponto, de uma forma que nenhum corpo morto saberia fazer. Semelhantemente, um cristão não é uma pessoa que jamais erra, e sim alguém que é capaz de se arrepender, reerguer-se e começar novamente depois de cada queda. A vida de Cristo está dentro dele, reparando-o o tempo todo, capacitando-o a repetir (até certo ponto) o tipo de morte voluntária que Cristo mesmo tomou sobre si.
Eis a razão por que o cristão se encontra em circunstâncias diferentes de outras pessoas que tentam ser boas. Elas acham que sendo boas podem agradar a Deus; ou, se elas acham que não existe Deus algum, esperam ao menos merecer a aprovação das pessoas boas. Porém, o cristão atribui toda boa obra que faz à vida de Cristo em seu interior. Ele não tem ilusão de que Deus irá nos amar porque somos bons, mas que Deus nos fará bons por que nos ama; da mesma forma que o telhado de uma estufa não atrai os raios do sol porque é brilhante, mas se torna brilhante porque o sol brilha nele.

Cristianismo Puro e Simples – C. S. Lewis

Em Jesus. Michele.

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