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domingo, 14 de abril de 2013

CURAS E MILAGRES

Os milagres de Deus na Bíblia são exceção, incluindo a cura física, não devendo ser o objeto da fé.

A Bíblia mostra que as intervenções sobrenaturais diretas de Deus, incluindo as curas, sempre foram exceção. Por um motivo bem simples: somos cidadãos dos céus, de outro mundo, da vida eterna, não deste mundo de existência passageira. Deus restaurará tudo à perfeição somente na vida do porvir, quando da segunda vinda de Jesus.
Os milagres operados na Bíblia, e quando são operados hoje, constituem exceção e sempre visam a um propósito divino, nunca objetivando provar a existência de Deus (Deus não precisa e não deseja isso) ou de alguma maneira coagir moralmente as pessoas a crer ou ainda satisfazer interesses alheios ao evangelho, (prosperidade material, proselitismo, exibicionismo etc). Também não podem ser usados como prova de fé, visto ser esta um dom gratuito de Deus.
O plano de salvação para o homem, incluindo a cura física, é reservado para a vida eterna do porvir, não para esse mundo corrompido pelo pecado. Aqui começamos pela realidade da fé.
A Escritura ensina a transitoriedade da vida terrena e afirma de forma bem clara que enquanto os filhos de Deus estiverem aqui no mundo são peregrinos e vivem pela fé.
- Estrangeiros e peregrinos (Hebreus 11.13).
- O justo vive pela fé (Romanos 1.17).
- Fé não exige prova (Hebreus 11.1).
A fé, por definição, é crer em algo que não se vê e não se pode provar. Caso contrário, não seria fé. Se Deus provasse matematicamente a sua realidade os humanos seriam coagidos (forçados) moralmente a crer nele. Mas Deus não quer isso, Ele quer estabelecer uma relação de amor baseada na liberdade. Onde não há liberdade não há amor, pois Deus é amor e este só subsiste onde há plena liberdade.
Por qual razão Deus permitiu que Adão e Eva, santos e perfeitos, pecassem? Por qual motivo os anjos, seres celestiais totalmente puros, desobedeceram a seu Criador? Só existe uma explicação: onde não há liberdade não há amor espontâneo e genuíno.
- Sinal de Jonas (Mateus 12.38-40).
- Apóstolo Tomé (João 20.25-29).

Uma experiência individual ou particular não pode se tornar coletiva
Uma manifestação especial de Deus experimentada por determinado indivíduo ou grupo nunca pode se tornar doutrina obrigatória para todos os discípulos de Cristo.
A experiência sentida por uma pessoa ou grupo se tomada nesse sentido equivocado pode ocupar o lugar da revelação escrita, a Escritura Sagrada. Quando assim acontece, a Palavra Revelada, que é inspirada pelo Espírito Santo, fica em segundo plano. “Eu fui curado, eu senti, eu recebi um sonho ou uma visão, eu recebi um milagre, Deus me disse, eu recebi uma revelação” etc.
Imagine todo mundo afirmando que teve uma experiência sobrenatural com Deus?! Não podemos questionar o poder de Deus, mas devemos crer coerentemente de acordo com as orientações bíblicas, sob pena de transformarmos Deus num curandeiro ou mágico.
Tudo aquilo que Deus faz a alguma pessoa em particular ou a um caso específico tem, obrigatoriamente, de estar em conformidade com a Bíblia. Caso contrário, não vem de Deus, porque Deus não é contraditório.
As experiências individuais e particulares não podem suplantar as Escrituras, senão elas podem ofuscar a mensagem do evangelho. Nada, nem mesmo as intervenções sobrenaturais divinas, podem nos desviar da obra de Cristo: perdão dos pecados, reconciliação com Deus e a vida eterna de bem-aventurança.

Imagine se Deus curasse todas as doenças e impedisse o sofrimento na Terra ...
Deus entraria em flagrante contradição, porque a Bíblia ensina que:
O mundo todo se corrompeu pelo pecado original e será restaurado somente na segunda vinda de Cristo.
As doenças e todo o sofrimento humano decorrem do fato de que somos corrompidos pelo pecado original, condição que persistirá enquanto não houver a restauração de todas as coisas.
A obra redentora de Cristo fundamenta-se na realidade de um mundo caído.
Uma existência isenta de mortalidade está reservada para a vida eterna do porvir.

Apocalipse 21.1-4: “Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo. Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram”.

Na graça do Pai, amém.

Um comentário:

  1. Mt bom artigo! Ofereça a algum jornal pra possível avaliação e publicação Grimaldo. Uma idéia. "Vai que cola"! Deus abençoe.

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