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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

O Perdão de Deus


O PERDÃO DE DEUS. Perdão, Graça e Amor
Perdão significa cancelar uma dívida. Não aplicar o castigo correspondente ao cometimento de uma falta.
Graça significa a boa disposição de Deus em perdoar o pecador. É um favor imerecido.
Amor é a essência de Deus. A Bíblia simplesmente diz que Deus é amor.
Perdão, graça e amor andam lado a lado. Deus perdoa por causa de sua graça, que, por sua vez, existe em razão do seu amor.
Por definição, o PERDÃO é injusto e não requer méritos (contrapartida). Ele não é justo porque não paga de acordo com nossos pecados. Ele não pede nada em contrapartida em virtude de o ser humano não conseguir oferecer algo em troca.
O perdão de Deus é incondicional e ilimitado. Não impõe condições porque o motivo de Deus perdoar está no próprio Deus, e não fora Dele; não tem limites porque Deus é uma fonte inesgotável de vida.
Arrependimento, confissão e fé não são obras que fazem o ser humano merecer o perdão. São obras realizadas por causa do evangelho mediante a ação do Espírito Santo.
O perdão de Deus apaga todo tipo de pecado e transgressão.
É por isso que Isaías 1.18 diz com muita propriedade: “Vinde, pois, e arrazoemos, diz o SENHOR; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã”
A causa do perdão nunca é o ser humano, mas sempre é fruto do amor de Deus: Deus ama, age com graça e perdoa porque Ele é AMOR. É por isso que 1 João 4.8 fala que “Deus é amor”
Portanto, o perdão de Deus não se compra nem com dinheiro nem com comportamento moral ou religioso. Ele simplesmente é uma dádiva do amor de Deus.

O PERDÃO DE DEUS PARA O HOMEM. Justiça, Santidade e Amor
O perdão de Deus somente é possível porque CRISTO satisfez as exigências de Justiça e Santidade de Deus. O AMOR de Deus motivou o próprio Deus a satisfazer sua própria JUSTIÇA e SANTIDADE.
Com sua obediência ativa (cumprimento da Lei) Cristo cumpriu a santidade divina; com sua obediência passiva (sacrifício na cruz) Ele cumpriu a justiça divina. E somente Deus conseguiria realizar essa obra dupla de redenção da raça humana.
O perdão de Deus para o ser humano é de GRAÇA, por causa de Cristo, mas para Deus custou caríssimo: a entrega e sacrifício do seu próprio Filho.
Deus trata com os humanos através do perdão porque não há outra forma de comunicação. Do contrário, o homem seria inapelável e eternamente banido de sua presença.
O PECADO abriu um abismo intransponível que torna absolutamente impossível o homem se reconciliar com Deus por suas obras. Em vista disso Jesus teve que vir ao mundo redimir o pecador, substituindo o homem na obra de reconciliação com Deus.
Portanto, CRISTO, o único capaz, é a ponte singular de acesso ao Pai. Por causa de Cristo Deus perdoa o ser humano.
É por isso que 2 Coríntios 5.19 registra: “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação”
É por isso que 2 Coríntios 5.21 diz: “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus”
Assim sendo, podemos dizer que a Igreja de Cristo só existe por causa do perdão de Deus. Se dela for tirado ou negado aos pecadores, a igreja perde sua razão de existir e não tem nenhuma mensagem a pregar ao mundo.

EXEMPLOS DO PERDÃO DE DEUS NA BÍBLIA
Adão e Eva foram os que cometeram, por assim dizer, o maior pecado: por ação deles a raça humana separou-se de seu Criador. Imediatamente após a desobediência, receberam o perdão e a promessa do evangelho (Cristo).
Jacó, posteriormente chamado Israel, cujo nome significa literalmente “enganador”, que enganou seu próprio pai, foi o escolhido para nomear o Povo de Deus da antiga aliança.
O rei Davi que não foi capaz de educar sua própria família, que cometeu adultério e mandou assassinar seu oficial de confiança e esposo de sua amante, recebeu o título de “homem segundo o coração de Deus”.
O rei Manassés, idólatra, agoureiro, envolvido com adivinhação, médiuns e feiticeiros, tendo sacrificado o próprio filho em ritual pagão, buscou e encontrou misericórdia perante o Senhor.
O apóstolo Pedro negou covardemente seu Mestre. Ainda assim, Jesus o designou como um dos principais mensageiros da boa nova de salvação
Igualmente Paulo, o perseguidor e assolador da igreja cristã primitiva, tornou-se o maior missionário de todos os tempos. Mensageiro do evangelho que perseguia.
O ladrão da cruz, todo confuso acerca de quem era seu Parceiro de pena de morte, soltou de última hora um pedido carregado de dúvidas ao Salvador: “lembra-te de mim quando vieres no teu reino”. Em resposta, a personificação do perdão respondeu: “Hoje estarás comigo no paraíso”.
A mulher adúltera, merecedora de morte conforme a lei mosaica, levada contra sua própria vontade à presença de Cristo e não fazendo nenhum pedido, ouviu a melhor e maior notícia: “nem eu te condeno”.
A parábola da ovelha perdida mostra Deus correndo um risco ao sair para procurar uma ovelha desviada: na sua volta perceber que as outras noventa e nove haviam sumido.
O filho pródigo da parábola dissipou tudo o que tinha com prostitutas, álcool e drogas, inclusive o bom nome da própria família. Quando voltou para casa temeroso de que não fosse aceito, antes de tentar explicar sua atitude rebelde seu Pai o informou que tinha uma festa lhe esperando e que guardasse suas explicações.
Os empregados preguiçosos da parábola dos trabalhadores na vinha que labutaram apenas uma hora da jornada, isso porque foram buscados lá na praça onde estavam ociosos, receberam o mesmo pagamento de um dia de trabalho, e primeiro que os outros trabalhadores.
Na parábola do fariseu e o publicano o perdão de Deus mostra-se escandalosamente chocante a ponto de tornar sua mensagem indesejada dentro de muitas igrejas. Como que Deus pode ser tão descarado perdoando um pecador corrupto e rejeitando um santo cumpridor fiel de obrigações morais e religiosas?!
O maior exemplo de perdão que as Escrituras Sagradas apresentam parece mais uma mentira ou conto de fadas do que verdade: A ENCARNAÇÃO DE CRISTO. A respeito dessa intervenção divina nem preciso tecer comentários.
Analisando a vida dos personagens bíblicos acima não posso deixar de fazer uma pergunta. Que qualificação eles tinham para merecer o perdão e serem instrumentos nas mãos de Deus?
O único Qualificado da lista Deus o fez desqualificado para, recebendo o castigo da nossa desqualificação, nos transformasse em qualificados. Quem merecia castigo por sua desqualificação não foi assim tratado; mas quem não merecia mal nenhum por ser absolutamente qualificado, esse foi de fato castigado.
Eis a lógica do perdão, da graça e do amor de Deus em relação à humanidade!

DEVEMOS CONFIAR NO PERDÃO DE DEUS E REPRODUZIR ESSE PERDÃO RECEBIDO
O perdão de Deus é um fato a ser proclamado, porque é um fato real. É uma verdade consumada, que aconteceu. Não é algo que poderá acontecer, mas algo acontecido. Em vista disso, não devemos duvidar do perdão divino.
Como resultado da confiança no perdão, podemos citar alguns frutos: alegria, paz, certeza da salvação, esperança da Vida Eterna, relação de amor com Deus, o nosso papai e amigo. É por isso que “No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor” (1 João 4.18).
Assim como recebemos de graça o perdão maravilhoso de Deus assim também devemos reproduzi-lo. É por isso que o Salvador Jesus disse em Mateus 10.8: “de graça recebestes, de graça daí”
O perdão, fruto da graça e amor, é o MARCO DISTINTIVO de um discípulo de Cristo. Deveríamos ser conhecidos por sermos portadores do perdão, da graça e do amor, não por pertencermos a determinada denominação religiosa ou por cumprirmos preceitos morais ou religiosos. É por isso que em João 13.35 Cristo ensinou: “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros”.
Se as pessoas nos conhecem apenas porque praticamos obras ou rituais religiosos, por melhor que sejam e beneficiem os outros, alguma coisa está errada, muito errada. Por uma razão bem simples: o perdão, a graça e o amor somente podem ser recebidos gratuitamente na loucura e no escândalo da Cruz de Cristo. Em todos os outros lugares, em todos mesmos, eles só podem ser encontrados mediante pagamento, contrapartida.
Portanto, confiemos de fato no perdão de Deus, pois ele é real; reproduzimos também essa dádiva num mundo onde impera a lei do toma-lá-dá-cá sem cobrar nada em troca, assim como também recebemos do Pai.

PROMESSAS BÍBLICAS DO PERDÃO DE DEUS
Se alguém ainda tem dúvida de que o perdão de Deus é de graça mesmo, ouçam o que o Espírito diz. Quem tem ouvidos, ouça. Romanos 4.4-5: “Ora, ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e sim como dívida. Mas, ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça”.
E se a dúvida ainda persistir, o próprio Filho de Deus encarnado promete, sem rodeios: João 5.24: “em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida”.
Permanecendo ainda a dúvida acerca do perdão de Deus ... apenas o Espírito Santo pode fazer alguma coisa. Eu nunca pude, e nunca poderei. Mas o Espírito pode.
Quem tem ouvidos, ouça, é a orientação do Salvador.

Em Jesus, amém.

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