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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Acessibilidade Chocante

Meu antigo pastor de Chicago, Bill Leslie, uma vez falou da transformação extraordinária da “aproximação de Deus”. Basta ler Levítico e depois as atividades da igreja primitiva do Novo Testamento para sentir mudança radical. Enquanto adoradores do Antigo Testamento se purificavam antes de entrar no templo e apresentavam oferendas a Deus por meio de um sacerdote, no Novo Testamento os seguidores de Deus (bons judeus, a maioria deles) reuniam-se em residências particulares e dirigiam-se a Deus com o informal Aba. Era um termo de afeto familiar, como “Papai”, e antes de Jesus ninguém teria pensado em aplicar essas palavras a Javé, o Senhor Soberano do Universo. Depois dele, ela se tornou a palavra padrão empregada pelos primeiros cristãos para dirigir-se a Deus em oração.
Durante a administração de John F. Kennedy, os fotógrafos algumas vezes registravam uma cena cativante. Sentados em volta do presidente em seus ternos cinza, membros do gabinete debatem questões de relevância internacional, como a crise dos mísseis de Cuba. Enquanto isso, uma criança, John John, de 2 anos de idade, escala a imensa mesa presidencial, sem prestar atenção ao protocolo da Casa Branca e às graves questões de Estado. John John estava simplesmente visitando o papai e, às vezes, para alegria de seu pai, ele invadia a Sala Oval sem sequer bater à porta.
Esse é o tipo de acessibilidade chocante transmitida pela palavra Aba pronunciada por Jesus. Deus pode ser o Senhor Soberano do Universo, mas, por meio de seu Filho, Deus se tornou tão acessível quanto qualquer amoroso pai humano. Em Romanos 8, Paulo aproxima ainda mais essa imagem de intimidade. O Espírito de Deus vive dentro de nós, diz ele, e quando não sabemos o que deveríamos orar “o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis”.
Não precisamos nos aproximar de Deus usando uma escala de hierarquia, preocupados com nossa pureza. Se no reino de Deus houvesse uma faixa dizendo “proibida a entrada de excêntricos”, ninguém de nós poderia entrar. Jesus veio para demonstrar que um Deus perfeito e santo acolhe pedidos de ajuda de uma viúva com duas pequenas moedas, de um centurião romano, de um miserável publicano e de um ladrão na cruz. Nós só precisamos gritar “Aba” ou, se isso não for possível, simplesmente gemer. Deus se aproximou de nós a esse ponto.

Mensagem tirada de Sinais da Graça, de Philip Yancey, do dia 3 de setembro - Editora Mundo Cristão.

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