Seja Bem-Vindo. Hoje é

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Interesses Entrelaçados

Durante nossa jornada espiritual inevitavelmente sofremos influência de fatos e pessoas, que pode ser boa ou não. Depende de seu conteúdo.
Pela graça de Deus pude descobrir os livros do escritor norte-americano Philip Yancey, cujo conteúdo é excelente e serviu para abrir meu entendimento a respeito da graça salvadora de Deus e fortalecer minha fé.
No seu livro Sinais da Graça, leitura do dia 10 de julho, ele escreve a respeito de uma das finalidades da lei de Deus na vida do cristão.



Na minha infância, pensar sobre o pecado me aterrorizava. Na adolescência, isso me repugnava. Mas quando passei a pressentir Deus de modo mais preciso, como um médico ou como pai ou mãe, minhas defesas caíram por terra. Houve um tempo em que eu tinha uma caricatura de Deus como um velho rabugento e esquisitão, que bolou uma lista arbitrária de regras com o objetivo definitivo de assegurar que ninguém se divertisse. Agora percebo o verdadeiro propósito daquelas regras.
Todos os pais e mães conhecem a diferença entre regras designadas primeiramente para o próprio benefício (“Não converse enquanto estou ao telefone!”; “Arrume seu quarto – sua avó vai chegar!”) e aquelas designadas em benefício das crianças (“Use luvas e boné – lá fora está gelado. Mas não vá patinar no lago por enquanto!”). As regras de Deus se encaixam na segunda categoria. Na condição de Criador da raça humana, Deus sabia como a sociedade funcionaria melhor.
Passei a ver os dez mandamentos nessa luz, como regras designadas em benefício das próprias pessoas. Jesus sublinhou esse princípio quando disse: “O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado”. A Bíblia é um livro extremamente realista e pressupõe que os seres humanos serão às vezes tentados a desejar uma vizinha ou a cobiçar a propriedade de alguém, a trabalhar demais, a reagir com raiva contra quem os ofendeu. Em resumo, ela pressupõe que nossa humanidade causará desordem em tudo o que tocarmos.
Cada um dos dez mandamentos oferece um escudo de proteção contra essa desordem, formulado de modo negativo. Diferentemente dos animais, temos a liberdade de dizer não aos nossos instintos básicos. Agindo assim, evitamos certos danos.
Tomados em conjunto, os dez mandamentos tecem a vida neste planeta, formando uma espécie de conjunto significativo, cujo propósito é permitir-nos viver como uma comunidade pacífica, sadia, submetida a Deus. Três anos atrás o comentarista bíblico Matthew Henry observou: “Aprouve a Deus com isso entrelaçar seus interesses com os nossos, de forma que, buscando sua glória, buscamos na verdade e de modo efetivo nossos próprios interesses”.

Os livros desse escritor constituem bom auxílio para uma compreensão mais clara da Palavra de Deus. Quem deseja se preparar melhor para instruir outros na fé cristã encontra neles ótimo instrumento de orientação espiritual.
A Palavra diz: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (2 Timóteo 2.15).

Em Cristo Jesus, amém.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado pela sua participação.