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segunda-feira, 11 de junho de 2012

A Parábola do Vagabundo

O escritor Philip Yancey, no seu livro Maravilhosa Graça, contou a parábola do vagabundo para ilustrar a manifestação da graça de Deus sobre a vida de pecadores indignos de perdão. Fiz algumas modificações para adaptá-la ao nosso contexto.

Um vagabundo mora perto do Mercado de Peixes na região portuária da cidade do Rio de Janeiro. O cheiro repugnante das carcaças e entranhas dos peixes quase o esmaga, e ele odeia os caminhões barulhentos que chegam antes do nascer do sol. Mas a cidade fica apinhada de gente, e os policiais o atrapalham quando ele vai para lá. No cais ninguém se importa com um homem grisalho que cuida de si mesmo e dorme em uma doca por trás de um vagão basculante.
Bem cedo, quando os trabalhadores estão descarregando peixes dos caminhões, gritando entre si, o vagabundo se levanta e se esgueira pelos vagões até os fundos dos restaurantes para turistas. Começar cedo é garantia de bom lucro: um pão de alho amanhecido intacto e restos de batatas fritas, uma sobra de pizza de peixe, uma fatia de bolo amassada. Come o que consegue engolir e guarda o resto em um saco de papel pardo. As garrafas e latas ele as enfurna em sacos plásticos dentro de seu carrinho de compras enferrujado.
O sol pálido da manhã finalmente sobe sobre os edifícios do cais, através da neblina do porto. Quando ele vê o bilhete da loteria da semana passada em cima de uma pilha de alface murcha, quase o deixa ficar. Mas, pela força do hábito, ele o pega e enfia no bolso. Antigamente, quando tinha mais sorte, costumava comprar um bilhete por semana, nunca mais de um. Já passa do meio-dia quando se lembra do canhoto do bilhete e vai à banca de jornais comparar os números. Três números combinam, o quarto, o quinto – todos os sete! Não pode ser verdade. Coisas assim não acontecem com ele. Vagabundos não ganham na Loteria.
Mas é verdade. Mais tarde, naquele dia, ele está piscando diante das luzes fortes enquanto o pessoal da televisão apresenta o mais novo personagem da mídia, o vagabundo barbudo, maltrapilho, que vai receber 500.000 reais por ano nos próximos vinte anos. Uma mulher de aparência elegante, usando uma minissaia de couro, sacode um microfone no seu rosto e pergunta: “Como você se sente?”. Ele olha em volta espantado, e capta um leve cheiro do perfume dela. Há muito tempo, há muito tempo mesmo, que ninguém mais lhe fazia essa pergunta.
Ele se sente como um homem que esteve quase morrendo de fome e voltou à vida, e está começando a imaginar que nunca mais vai sentir fome.

A graça de Deus é assim, maravilhosa demais. Quem dera pudéssemos apenas imaginar o tamanho do amor de Deus por criaturas desprezíveis como nós!
A única referência que nos faz suspeitar de que somos amados pelo Deus do Universo é a morte de Cristo na cruz do calvário.
Se aquele que foi pendurado no madeiro era mesmo o Filho de Deus, então podemos começar a supor que alguém lá do alto realmente nutre uma paixão louca por nós.

Romanos 5.8: Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.

Na revelação do Espírito Santo, amém.

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