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quarta-feira, 23 de maio de 2012

A Parábola dos Trabalhadores na Vinha

A Parábola dos Trabalhadores na Vinha encontra-se registrada no Evangelho de Mateus, capítulo 20, versículos 1 a 16.
Parábolas eram histórias contadas por Jesus, por meio das quais exemplificava um ensinamento.

Porque o reino dos céus é semelhante a um dono de casa que saiu de madrugada para assalariar trabalhadores para a sua vinha.
E, tendo ajustado com os trabalhadores a um denário por dia, mandou-os para a vinha.
Saindo pela terceira hora, viu, na praça, outros que estavam desocupados
e disse-lhes: Ide vós também para a vinha, e vos darei o que for justo. Eles foram.
Tendo saído outra vez, perto da hora sexta e da nona, procedeu da mesma forma,
e, saindo por volta da hora undécima, encontrou outros que estavam desocupados e perguntou-lhes: Por que estivestes aqui desocupados o dia todo?
Responderam-lhe: Porque ninguém nos contratou. Então, lhes disse ele: Ide também vós para a vinha.
Ao cair da tarde, disse o senhor da vinha ao seu administrador: Chama os trabalhadores e paga-lhes o salário, começando pelos últimos, indo até aos primeiros.
Vindo os da hora undécima, recebeu cada um deles um denário.
Ao chegarem os primeiros, pensaram que receberiam mais; porém também estes receberam um denário cada um.
Mas, tendo-o recebido, murmuravam contra o dono da casa,
dizendo: Estes últimos trabalharam apenas uma hora; contudo, os igualaste a nós, que suportamos a fadiga e o calor do dia.
Mas o proprietário, respondendo, disse a um deles: Amigo, não te faço injustiça; não combinaste comigo um denário?
Toma o que é teu e vai-te; pois quero dar a este último tanto quanto a ti.
Porventura, não me é lícito fazer o que quero do que é meu? Ou são maus os teus olhos porque eu sou bom?
Assim, os últimos serão primeiros, e os primeiros serão últimos [porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos].

Por meio dessa parábola Jesus mostra como é a graça de Deus, que perdoa o pecador e o transporta para o reino do seu amor.
O primeiro ponto destacado na parábola: “Porque o reino dos céus é semelhante a um dono de casa que saiu de madrugada para assalariar trabalhadores para a sua vinha”. O “dono de casa” é o próprio Deus que sai do céu para salvar as pessoas. Isso Deus fez por intermédio de seu filho Jesus Cristo. Deus não precisava “sair de casa”, mas ele fez isso por amor a pecadores como eu e você que estávamos “na praça desocupados”, perdidos e sem nenhuma direção na vida. Deus, na pessoa de Jesus Cristo, veio ao nosso encontro. Deus vem ao encontro do pecador. Deus nos amou primeiro. A Bíblia fala em 1 João 4.19 que “Nós amamos porque ele nos amou primeiro”.
Aí está o motivo da nossa salvação. O motivo do nosso perdão e da nossa salvação está no amor de Deus, na vontade de Deus, na iniciativa de Deus. A salvação do pecador partiu de Deus e foi preparada antes da criação do mundo. Em efésios 1.4 a Bíblia registra que Deus “nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo”. Já em Mateus 25.34, Cristo fala: “Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo”.
Tenhamos esse fato em mente: Deus é quem tomou a iniciativa de nos salvar. Ele nos amou primeiro. A nossa salvação foi preparada antes da criação do mundo. O plano de redenção foi motivado única e exclusivamente pela vontade de Deus.
Assim sendo, Deus vem ao nosso encontro e nos convida a receber gratuitamente o dom da vida eterna.
O segundo ponto destacado na parábola dos trabalhadores na vinha: Os “trabalhadores estavam na praça, desocupados”. Os seres humanos nascem espiritualmente mortos e inimigos de Deus. Nessa condição não podem fazer nada, absolutamente nada, para se reconciliar com Deus. Esse é o estado altamente desastroso de todo ser humano ao vir ao mundo. O homem sem Deus está na “praça da vida”, “desocupado”, sem serviço, sem trabalho, sem rumo, sem direção, sem salvação.
Veja o que a Bíblia diz a esse respeito, em Efésios 2.1: “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados”.
Tenhamos esse fato em mente: O ser humano, perdido em delitos e pecados, não tem força para restaura-se, para nascer espiritualmente, para aproximar-se de Deus, para salvar-se a si próprio, para reconciliar-se com Deus. Por causa disso é que Deus teve de tomar a iniciativa e vir ao nosso encontro. Deus é quem nos chama, quem nos dá vida, quem nos perdoa, quem nos salva, quem opera a fé salvadora. Isso ele faz movido por sua graça e misericórdia, por intermédio da obra redentora de Jesus Cristo. É isso que a Bíblia ensina. Em Romanos 3.24 está escrito: “sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus”.
O terceiro ponto destacado por Jesus nessa parábola: “recebeu cada um deles um denário” Um denário na época de Jesus era o valor de um dia de serviço. No final do dia todos os trabalhadores receberam salário igual, mesmo aqueles que não trabalharam o dia todo, inclusive aqueles que labutaram apenas uma hora.
Nesse momento, quando o dono da vinha paga o salário dos seus empregados, fica muito claro que a graça de Deus é um dom imerecido dado por amor. Fica patente que o perdão dos pecados e a salvação são oferecidos por pura graça e misericórdia de Deus, e não por causa de obras humanas. O critério que Deus usa para salvar o ser humano é diferente do critério humano. A justiça que Deus usa para perdoar é diferente da justiça humana. A justiça usada para perdão dos pecados tem origem na graça de Deus, graça essa manifestada no sacrifício de Jesus Cristo em favor do pecador.
Nós seriamos capazes de pagar o salário de um dia todo a um empregado que trabalhou apenas uma hora? Conhecemos algum patrão que faz isso? Alguém em sã consciência faria algo semelhante?  A lógica da justiça dos homens diz que quem quer receber um salário tem que fazer por merecer. Mas a lógica da justiça de Deus não funciona dessa forma. Se Deus nos tratasse assim estaríamos todos perdidos. O salário que Deus “paga” a nós pecadores não é baseado no nosso trabalho, no nosso esforço, na quantidade ou qualidade de nossas obras. O “salário” que recebemos de Deus é baseado no trabalho de Cristo, no esforço de Cristo, na qualidade e quantidade da obra redentora de Cristo.
Nessa parábola contada por Jesus o pagamento dos trabalhadores, além de ser do mesmo valor, foi realizado primeiro aos últimos, àqueles que menos trabalharam. Esse fato mostra de forma escancarada que Deus oferece sua graça igualmente a todos os pecadores, independentemente de suas obras. A Bíblia nos diz em Romanos 4.4-5: “Ora, ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e sim como dívida. Mas, ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça”
Tenhamos esse fato em mente: Não pensemos que somos aceitos por Deus por aquilo que fazemos ou deixamos de fazer. Nós não podemos fazer nada, absolutamente nada, para que Deus nos aceite. Todos nós somos pecadores, e as nossas melhores obras são trapos da imundícia, conforme diz Isaías 64.6: “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades, como um vento, nos arrebatam”
O perdão e a salvação são oferecidos gratuitamente, mediante a fé em Cristo. Efésios 2.8-9 diz: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie”
Todas as pessoas que crêem em Jesus como salvador pessoal recebem a mesma salvação, o mesmo perdão, o mesmo amor, a mesma vida eterna. O “salário” é o mesmo. Não depende das nossas obras, dos nossos esforços, mas da obra e do esforço de Cristo realizados em nosso favor. Isso é o que essa parábola ensina claramente.
O quarto e último ponto da parábola: Os trabalhadores que labutaram o dia todo, depois de terem recebido seus salários, murmuraram e disseram ao dono da vinha: “Estes últimos trabalharam apenas uma hora; contudo, os igualaste a nós, que suportamos a fadiga e o calor do dia”. Aqui nesse ponto da parábola Jesus mostra o perigo da autojustiça, da justiça própria, do orgulho espiritual, do pensamento errado de que Deus aceita as pessoas por meio de esforços humanos, por meio de obras humanas. Como já vimos, a salvação é obtida unicamente através da graça divina, mediante a obra redentora do salvador Jesus Cristo.
Não conseguimos e não devemos confiar nas obras para a salvação de nossas almas. Salvação pelas obras é absolutamente impossível. Não pensemos que somos melhores que os outros, e por isso merecedores de prêmio maior. Todos aqueles que pela fé recebem a Cristo como salvador têm o mesmo prêmio, que é a vida eterna com Deus. Isso é o que o evangelho de João 3.16 fala: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”
Não fiquemos indignados porque Deus perdoa e salva o pecador, porque os outros pecadores recebem o mesmo prêmio, a mesma salvação, o mesmo perdão. Devemos, ao invés de ficarmos indignados, nos alegrarmos com a possibilidade de salvação dos outros pecadores. Perante Deus não existe ninguém em melhor posição.
Para aqueles que pensam ser aceitos por Deus em razão de suas obras, para aqueles que se julgam melhores que os outros, para aqueles que ficam muito indignados porque Deus aceita e perdoa o pecador, Jesus tem a seguinte pergunta: “Porventura, não me é lícito fazer o que quero do que é meu? Ou são maus os teus olhos porque eu sou bom?” E Jesus continua, terminando a parábola com uma advertência: “Assim, os últimos serão primeiros, e os primeiros serão últimos [porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos]”
Jesus adverte para o fato de que muitas pessoas em relação às quais pensamos não merecer o favor divino podem realmente estar numa posição bem melhor que a nossa. Muitos são chamados pela mensagem do evangelho, no entanto somente aqueles que se reconhecem pecadores e recebem pela fé a Jesus Cristo como salvador são escolhidos.
Tenhamos esse fato em mente: A justiça própria do homem é um perigo porque não se baseia na graça, mas sim em critérios humanos. Por isso ela é inclinada a julgar, excluir e condenar. Não podemos pensar que somos superiores e menos pecadores que os outros, pois perante Deus todos são pecadores, culpados e passíveis de condenação eterna. Quem pensa ser o primeiro, na verdade pode ser o último.

Resumindo, a parábola dos trabalhadores na vinha nos ensina quatro verdades importantes:
Primeira verdade: Deus é quem tomou a iniciativa de nos salvar. Ele nos amou primeiro. A nossa salvação foi preparada antes da criação do mundo. O plano da salvação foi motivado única e exclusivamente pela vontade de Deus.
Assim sendo, Deus vem ao nosso encontro e nos convida a receber gratuitamente o dom da vida eterna.
Segunda verdade: O ser humano, perdido em delitos e pecados, não tem força para restaura-se, para nascer espiritualmente, para aproximar-se de Deus, para salvar a si próprio, para reconciliar-se com Deus. Por causa disso é que Deus teve de tomar a iniciativa e vir ao nosso encontro. Deus é quem nos chama, quem nos dá vida, quem nos perdoa, quem nos salva, quem opera a fé salvadora. Isso ele faz movido por sua graça e misericórdia, por intermédio da obra redentora de Jesus Cristo.
Terceira verdade: Todas as pessoas que crêem em Jesus como salvador pessoal recebem a mesma salvação, o mesmo perdão, o mesmo amor, a mesma vida eterna. O “salário” é o mesmo. Não depende das nossas obras, dos nossos esforços, se trabalhamos uma, três, seis, nove ou doze horas, mas de quanto Cristo trabalhou por nós.
Quarta verdade: Essa graça maravilhosa que salva o pecador nasce no coração de Deus, é de Deus, por isso ele dá a quem quer de acordo com sua vontade, não conforme a autojustiça humana. Não é o ser humano que determina quem pode ou não receber a graça de Deus. Só Deus faz isso. Na parábola dos trabalhadores na vinha fica bem claro que quem determina as pessoas a serem beneficiadas pela graça é o próprio Deus. E sabe como Deus dá a sua graça? A Bíblia responde em João 1.12. Diz assim: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome”

Essa parábola é uma força devastadora contra a justiça própria do homem, e uma força mais devastadora ainda em favor do evangelho de Cristo.

Em nome do Senhor Jesus, no poder do Espírito Santo e na graça de Deus, amém.

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