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segunda-feira, 23 de abril de 2012

Confiança em Deus. A realidade do Homem e a Providência de Cristo

A Bíblia conclama os cristãos a confiar em Deus: “entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais ele fará” (Salmos 37.5). “Em Deus, cuja palavra eu exalto, neste Deus ponho a minha confiança e nada temerei. Que me pode fazer um mortal?” (Salmos 56.4). “buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados” (Mateus 6.33-34).
Versículos bíblicos como esses motivam e fundamentam a pregação da igreja a respeito da confiança no Senhor Deus. Nem poderia ser de outra forma diante da promessa do próprio Salvador Jesus de que as coisas necessárias para a nossa sobrevivência aqui no mundo são concedidas graciosamente por providência divina.
Confiar em Deus significa acreditar que

ele nos protege e supre todas as nossas necessidades. Significa entregar a Deus o controle de todos os acontecimentos de nossa existência terrena. Significa ter como certo que Ele cumpre suas promessas para com seus filhos, especialmente as que dizem respeito à vida eterna.
A fim de mensurar o tamanho da nossa confiança em Deus apresento alguns fatos ocorrentes na vida cotidiana de todos nós. Depois de analisá-los saberemos se depositamos nossa confiança mais em Deus ou mais em nós mesmos e nas coisas.
Todos nós trancamos com fechaduras nossas casas e carros. Um tanto usa cerca elétrica, alarme, câmera de segurança e até cães para cuidar das posses materiais. Outros ainda contratam pessoas treinadas para garantir a segurança pessoal contra possíveis ataques de criminosos.
Quantos de nós não contratamos apólice de seguro para proteger a vida, o carro, a casa, a empresa e outros tantos bens? Empresas de seguro aumentam seus lucros à medida que cresce o medo em relação à segurança da vida e dos bens.
E a preocupação com a saúde do corpo? Quantos de nós não paga plano de saúde? Quantos exames preventivos não são realizados todos os dias com a finalidade de evitar futuras doenças?
Nos casos de acometimento de qualquer doença a primeira pessoa a ser buscada é o médico, e os medicamentos constituem a esperança de cura.
Os rendimentos financeiros garantem nossa sobrevivência material, de modo que se os temos ficamos tranquilos e seguros quanto ao futuro. Se eles minguam ou faltam uma preocupação desordenada nos apanha de cheio.
A confiança na aposentadoria é nosso socorro bem presente na hora da velhice. Ela é âncora sobre a qual depositamos nossa esperança no decorrer da vida aqui no mundo.
Nosso salário no fim do mês ou os lucros de nossas empresas nos dão uma segurança incrível. Se estamos cercados de dinheiro e bens materiais o medo do futuro até desaparece; mas se eles nos faltam, podemos até entrar em desespero.
Comida, moradia, saúde, segurança, dignidade, paz, felicidade, tudo depende mais do que o dinheiro pode proporcionar ou a capacidade do homem pode realizar. Se nos são tiradas essas coisas, nossa paz de espírito entra em crise.
Diante dessa realidade constatada na vida de todas as pessoas, variando somente em grau de uma para outra, surgem os seguintes questionamentos: Por que confiamos mais em nós mesmos e nas coisas do que em Deus? Por que às vezes nos sentimos mais seguros com a proteção de uma fechadura, um frasco de remédio ou até mesmo um cachorro do que com a proteção de Deus?
Por que nossa confiança se firma mais na força da capacidade humana do que na força da fé em Deus? E você, caro leitor, tem plena confiança nas promessas de proteção de Deus? Você confia mais Nele ou na segurança que sua força humana ou seu dinheiro podem proporcionar?
Quando sai de casa você entrega os cuidados das suas coisas a Deus ou a seus cachorros, ao vigia, à cerca elétrica, ao sistema de vigilância eletrônico composto de câmeras e demais meios de segurança?
Esses questionamentos nos confrontam com a crua realidade de que temos bem pouca confiança em Deus. Eles derrubam qualquer alegação de pretensa confiança plena nas promessas de Deus, forçando-nos a admitir nossa incapacidade de confiar plenamente no Senhor. Imagine só, confiar mais num cachorro ou num frasco de remédio do que no Senhor Deus!
Por que somos assim? Por que depositamos nossa confiança mais em nós mesmos e nas coisas? Podemos fazer alguma coisa para mudar essa triste realidade?
A Bíblia Sagrada fala que somos desse jeito por causa da natureza humana pecaminosa. A corrupção herdada de Adão e Eva nos separou e nos tornou inimigos de Deus. Antes da queda a confiança em Deus era plena e acontecia naturalmente, mas depois do pecado ela foi quebrada e dirigiu-se para as coisas e o próprio ser.
As Escrituras Sagradas dizem que “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23). É exatamente por esse motivo que não conseguimos confiar plenamente em Deus. Em vez de buscarmos o refúgio seguro de Deus, confiamos mais na segurança que nossas obras humanas podem produzir: dinheiro, posses, sistemas de seguranças, planos de governos, evolução das ciências, tecnologia etc.
Eis a nua e crua realidade da natureza pecaminosa do ser humano: na prática de nossas vidas confiamos mais em nós mesmos do que em Deus! Mas, se essa é a realidade constatada, o que nós humanos podemos fazer para mudar esse quadro terrível de afastamento e falta de confiança em Deus?
A resposta é: NADA! Não podemos fazer absolutamente nada!
O que fazer então? Nossa única solução é nos agarrar ao Salvador Jesus.
A Bíblia Sagrada assegura: “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte. Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado, a fim de que o preceito da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito” (Romanos 8.1-4).
Somente crendo no Salvador Jesus recebemos perdão da nossa falta de confiança em Deus. Somente pela fé em Cristo podemos resolver o problema da falta de confiança no Senhor.
A Bíblia ainda diz: “De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam” (Hebreus 11.6).
“E é por intermédio de Cristo que temos tal confiança em Deus” (2 Coríntios 3.4).
“segundo o eterno propósito que estabeleceu em Cristo Jesus, nosso Senhor, pelo qual temos ousadia e acesso com confiança, mediante a fé nele” (Efésios 3.11-12).
“Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou” (Romanos 8.37).
Graças a Deus porque somos perdoados da nossa falta de confiança Nele. Graças a Deus que esse perdão depende dos méritos da obra redentora de Cristo e não dos nossos esforços humanos. Graças a Deus, eternamente, pelo dom da fé, porque é somente pela fé que recebemos tão grande perdão. Aleluia para todo o sempre por isso!
Mesmo essa fé no Salvador Jesus Cristo, que nos perdoa da falta de confiança em Deus, não é obra do homem. Até nesse particular precisamos de ajuda divina, sem a qual nunca teríamos o restabelecimento da confiança em Deus, conforme registra Efésios 2.8: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus”.
Graças a Deus Pai por tão grande misericórdia para com seus filhos, que por intermédio de Cristo nos reconciliou para uma nova vida de fé. No livro de Efésios 2.4-5 está escrito: "Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo".
Nossa confiança em Deus é restabelecida não por causa das nossas obras humanas carregadas de imperfeição, mas por causa da obra redentora perfeita do nosso Salvador Jesus Cristo.
Hebreus 4.15-16 nos garante: “Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. Acheguemo-nos, portanto, confiantemente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna”.


Em nome de Jesus, em quem podemos depositar nossa confiança, amém.

Um comentário:

  1. Mt boa reflexão! Deus abençoe na divulgação desta das outras mensagens.

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