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sexta-feira, 27 de abril de 2012

As Duas Naturezas de Cristo e a Redenção do Pecador

Por qual motivo o Filho de Deus teve que assumir a natureza humana? Por que Deus teve que se encarnar?
A doutrina da encarnação e das duas naturezas de Jesus afigura-se fundamental para a concretização do plano divino de redenção da raça humana, de forma que negá-la se estará negando também a reconciliação com Deus.
Vamos saber o porquê.

Por que Cristo é verdadeiro homem?
Sendo que Jesus devia salvar a humanidade (Mateus 18.11), teve que tomar o lugar do homem, tornar-se o substituto dele (Hebreus 2.16-17).
Para satisfazer as exigências da santidade de Deus foi necessário que se cumprisse a lei: Levíticos 19.2, Gálatas 4.4, Mateus 3.15, Romanos 10.4.
Para satisfazer as exigências da justiça de Deus foi necessário que se fizesse expiação completa pelas transgressões do homem sofrendo as penas a elas devidas: Romanos 6.23, Hebreus 9.22.
Portanto, Jesus teve que assumir forma humana porque o cumprimento da lei e o pagamento do pecado deveria ser obra do ser humano. Se foi o homem que pecou, ele próprio deveria pagar pelo seu pecado.
Mas como a tarefa de redenção era absolutamente impossível ao homem, Jesus teve que vir ao mundo assumir forma humana a fim de substitui-lo nessa missão.
A raça humana não consegue atingir a santidade e justiça divinas porque tornou-se pecadora (a lei é espiritual, e o homem carnal - Romanos 7.14). Os anjos conseguem, Adão e Eva conseguiam, mas os cristãos só conseguirão cumprir a justiça divina lá na eternidade, onde estarão em absoluto estado de santidade. Enquanto carregarem consigo a natureza pecaminosa aqui no mundo precisam sempre depender, pela fé, da justiça de Cristo realizada em favor do pecador lá na cruz do calvário.

Por que Cristo é verdadeiro Deus?
Por que o plano da salvação teve que ser realizado pelo próprio Deus? Por que Ele não usou um ser humano ou um anjo?
Tal missão não poderia ter sido executada por um humano, mesmo que fosse um santo, se tal existisse, porque a redenção da alma humana é caríssima (Salmo 49.7-8). Apenas Deus podia, como de fato pôde, satisfazer inteiramente suas próprias exigências de santidade e justiça.
Ninguém mais poderia realizar essa missão vez que as consequências do pecado foram de proporções gigantescas, corrompendo toda a criação. Somente uma força maior tem capacidade de redimir a humanidade e a criação. E essa força é só uma: Deus.
A redenção do ser humano foi completamente consumada e aceita não por causa do tamanho do sofrimento de Jesus, mas sim porque quem estava lá na cruz era o próprio Deus. Se lá estivesse um santo ou até mesmo um anjo Deus não teria aceitado o sacrifício, cuja realização poderia até salvar a própria pessoa, mas não teria valor meritório para salvar outros.
O fato de que foi Deus em Cristo quem cumpriu a lei e sofreu por nossos pecados dá valor infinito e poder salvífico (que produz salvação) à obra do nosso Salvador. Visto que Deus mesmo reconciliou o mundo consigo, sabemos com certeza que foi feito o necessário para tal reconciliação (2 Coríntios 5.19, 1 João 1.7, Atos 20.28b).

Considerações finais
Pelo que foi estudado, podemos concluir que se alguém negar a divindade de Jesus estará negando também a obra de salvação. É por esse motivo que os grupos religiosos que negam a divindade de Jesus Cristo não conseguem anunciar a salvação pela graça, mediante a fé.
O raciocínio é evidente: Se Jesus não é Deus, e se somente Deus pode satisfazer suas próprias exigências de santidade e justiça, então Jesus não realizou obra de salvação alguma; e se a redenção não foi realizada, obrigatoriamente o homem deve salvar-se a si mesmo.
Esse é o motivo por que as falsas religiões e as seitas heréticas pregam a salvação pelas obras e não pela graça divina. Mas perdão de pecados e reconciliação com Deus apenas são encontrados na obra que Cristo realizou na cruz do calvário. Fora da cruz de Cristo eles não podem ser encontrados.
Em consequência dessa verdade, a jornada terrena do cristão no que diz respeito à vida eterna só pode ser pautada pela fé. As Escrituras Sagradas dizem de forma muito esclarecedora: visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé” (Romanos 1.17).
Fé na obra realizada por Cristo, não em outra coisa: “a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação” (2 Coríntios 5.19).

Em nome do Salvador Jesus, amém.

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