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segunda-feira, 2 de abril de 2012

A Analogia do Peido

Peido é o nome popular para flatulência ou flato.
É a expulsão pelo ânus de gases acumulados em porção anormal no tubo digestivo. Pode ser ruidosa ou não e exala um cheiro fétido, podre.
O que o peido tem a ver com a prática de nossa religiosidade?
Meditando sobre o assunto descobri que o peido tem vários pontos de semelhança com o pecado. Tanto um como outro saem de dentro das pessoas; os dois exalam mau cheiro; ambos são consequências de uma anormalidade; e por fim tanto o peido como o pecado dos outros são mais fedidos.
1) Jesus disse que “dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios” (Marcos 7.21); o peido também procede de dentro das pessoas, do seu aparelho digestivo.
2) Jesus disse também que o pecado produz um odor podre: “maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura” (Marcos 7.21-22); igualmente, o peido exala um cheiro fétido.
3) Os dois são sinais de anormalidade. O pecado é efeito da perda da santidade de Deus (Gênesis 3.5-7); o peido é resultado de uma disfunção originada no interior do intestino.
4) Agora falarei da analogia mais interessante. Leia e reflita consigo mesmo se os fatos não correspondem à verdade.
Se estamos numa roda de amigos, numa reunião, no trabalho ou em qualquer lugar e alguém solta um peido, instantaneamente saímos dali para não sentirmos o odor imundo e fedorento produzido pela expulsão de gases. Às vezes o acontecimento é motivo de severa reprovação social.
O mesmo ocorre quando entramos num sanitário logo depois de ser usado por outras pessoas: ficamos com nojo do mau cheiro provocado pela evacuação.
Para nós o peido dos outros é sempre mais imundo e fedido.

Nós o repelimos de pronto, sentimos nojo dele e repreendemos socialmente seu autor. No entanto, a realidade mostra que também peidamos como qualquer outra pessoa, e não raras vezes com um cheiro bem mais podre. E o pior de tudo isso é que para nós o odor de nosso peido não é tão ruim assim, não nos incomoda tanto. Às vezes seu cheiro é até agradável, porque estamos acostumados com ele pela reiterada prática.
Semelhantemente acontece com o pecado.
Achamos os pecados dos outros sempre piores que os nossos. Assim como o peido, os pecados dos outros incomodam mais, exalam cheiro mais podre, são mais dignos de reprovação e merecem maior punição.
Agimos dessa maneira por causa do nosso senso de autojustiça, da nossa justiça própria. A autojustiça instalada no nosso ser pecaminoso leva-nos a um comportamento de superioridade em relação ao nosso semelhante. E quando nos sentimos superiores aos outros passamos a emitir julgamentos como se fôssemos um juiz, e o fazemos em prejuízo ao mandamento de amar o próximo como a nós mesmos.
O profeta Elias no Antigo Testamento (1 Reis, cap. 19) embebido por tal comportando julgou que SOMENTE ELE não havia dobrado os joelhos ao deus Baal. Ele disse: “Tenho sido em extremo zeloso pelo Senhor … porque os filhos de Israel deixaram a tua aliança ... e eu fiquei só ...” (verso 14).
No entanto, para surpresa do profeta, Deus mostrou-lhe que em Israel ainda tinha 7 mil pessoas que não adoravam o deus pagão. UM para SETE MIL é muita diferença!
A mesma coisa aconteceu com o Fariseu da parábola. Disse ele: “Ò Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho” (Lucas 18.11-12).
O filho mais velho da parábola do Filho Pródigo também se comportou assim: "Faz tantos anos que trabalho como um escravo para o senhor e nunca desobedeci a uma ordem sua. Mesmo assim o senhor nunca me deu nem ao menos um cabrito para eu fazer uma festa com os meus amigos. Porém esse seu filho desperdiçou tudo o que era do senhor, gastando dinheiro com prostitutas. E agora ele volta, e o senhor manda matar o bezerro gordo!" (Lucas 15.29-30, NTLH).
Igualmente os escribas e fariseus quando levaram uma mulher adúltera perante Jesus para ser apedrejada: “Mestre, esta mulher foi apanhada em flagrante adultério. E na lei nos mandou Moisés que tais mulheres sejam apedrejadas” (João 8.4-5).
É desse jeito que agimos quando nos sentimos superiores e menos pecadores que o semelhante. Nessa empreitada espiritual ficamos tão ocupados com o pecado do próximo que esquecemos do nosso próprio. E isso é um desastre, porque nos transformamos em verdadeiros fariseus com atitudes iguais ou piores àquelas dos religiosos da época de Jesus.
Esquecemos que perante Deus somos todos pecadores e dependentes da sua misericórdia manifestada na obra de Cristo. (Se Deus aplicasse a dura Lei para perdoar pecados, e não o sacrifício de Jesus, eu seria o primeiro a ser fulminado por sua reta justiça)
Mas a Bíblia diz que “todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades, como um vento, nos arrebatam” (Isaías 64.6), e também fala que “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23).
Tais passagens bíblicas devem nos conscientizar de que somos todos pecadores merecedores da alienação eterna de Deus. Olhando no espelho da Lei de Deus nos vemos como realmente somos: MISERÁVEIS PECADORES absolutamente incapazes de atingir a justiça divina.
Ciente dessa verdade, outra coisa não resta a não ser apelar para a justiça de Cristo. Foi o que o apóstolo Paulo fez: “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte? Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor” (Romanos 7.24-25).
Quando o Espírito Santo mostra nossa condição de pecadores perdidos, clamamos por misericórdia. Temos então uma atitude de humildade como os seguintes personagens da Bíblia:
Ladrão da cruz: “Nós, na verdade, com justiça ... recebemos o castigo que os nossos atos merecem” (Lucas 23.41).
Publicano da parábola: “Ó Deus, tem pena de mim, pois sou pecador!” (Lucas 18.13, NTLH).
Filho pródigo: “pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho” (Lucas 15.21).
O ladrão da cruz recebeu o seguinte presente de Jesus: “hoje estarás comigo no paraíso”. O publicano recebeu justificação dos seus pecados. O filho pródigo recebeu uma festa do pai.
Atitudes assim só brotam de um coração que reconhece sua condição de miserável pecador. Se reconhecermos que estamos doentes também reconheceremos que precisamos de remédio para a nossa doença.
O outro ladrão da cruz não foi para o paraíso, o fariseu não foi justificado e o filho mais velho recusou-se a entrar e participar da festa. Por quê? Porque se preocuparam tanto com o pecado do semelhante que não se atentaram para o cheiro podre dos seus próprios pecados.
Tenho que reconhecer que se existisse só eu no mundo ainda assim Cristo teria ido para a cruz do calvário com o objetivo de me perdoar e salvar, porque a Bíblia diz que “todos pecaram e carecem da glória de Deus”, inclusive eu.
Em nome de Jesus, por intermédio de quem obtemos perdão e salvação, amém.

3 comentários:

  1. Eu nunca peidei na igreja, mas já ouvi uma história (não sei se é verídica) de que durante um culto evangélico alguém soltou um peido horroroso, daqueles de nocautear urubu. O pastor fanático, ao sentir o cheiro, levantou os braços e começou a gritar: Aleluia! aleluia! Satanás apodreceu!

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