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quinta-feira, 29 de março de 2012

A Mulher Adúltera


Os mestres da Lei e fariseus levaram à presença de Jesus uma mulher surpreendida em adultério a fim de que fosse julgada.
A lei de Moisés determinava morte por apedrejamento para mulheres que fossem apanhadas cometendo esse tipo de pecado.
Se Jesus fosse favorável à mulher, poderiam acusá-lo de não levar a sério a lei de Moisés; se Ele se declarasse a favor da pena de morte, entraria em conflito com as autoridades romanas (a execução da pena de morte era tarefa exclusiva de Roma).
Diante dessa situação Jesus disse: “Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra” (João 8.7).
Os mestres da Lei e fariseus acusados pela própria consciência retiraram-se um por um, ficando só Jesus e a mulher adúltera. Jesus então perguntou à mulher: “onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor! Então, lhe disse Jesus: Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais.” (João 8.10-11).
Esse acontecimento divide os cristãos em dois grupos: o primeiro, dos quem-não-tiver-pecado-atire-a-primeira-pedra, e o segundo, dos vai-e-não-peques-mais.
O primeiro grupo geralmente é taxado de liberal; o segundo, de legalista.
Os primeiros dão ênfase no perdão e alegam que o julgamento cabe a Deus, o único a julgar com justiça; os segundos dizem que Deus perdoa, mas exige que não se cometa mais pecado.
Quem tem razão?
Para efeito de meditação, lanço as seguintes perguntas.
Primeira. Se aquela mulher na semana seguinte fosse apanhada em novo ato de adultério os mestres da Lei e fariseus a teriam levado novamente à presença de Jesus? Eles estariam habilitados?
Segunda. E você, estaria habilitado a conduzi-la de novo até Jesus para ser apedrejada?
Terceira. Jesus disse à mulher que fosse e não pecasse mais. Ele fala também a todos nós em relação aos nossos pecados, inclusive aqueles praticados no quarto secreto do coração: - Vão e não pequem mais. Você consegue cumprir a ordem de Jesus?
Quarta. E se a mulher adúltera fosse levada outra vez perante Jesus, seria ela novamente perdoada? Quantas vezes e que pecados Deus perdoa?
Quinta. E se Jesus entregasse a nós o julgamento, qual justiça aplicaríamos à mulher adúltera: a nossa própria ou a justiça de Cristo? A justiça da Lei ou a Justiça o Evangelho?
Sexta. E se fôssemos nós os conduzidos à presença de Cristo, como gostaríamos de ser tratados?
São Perguntas que precisam de respostas.
1 João 2.1: “Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo”.
João 3.17-18: “Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus”.
Que sejamos tardios em julgar, e rápidos em perdoar.

Em nome de Jesus, o Salvador, amém.

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