Seja Bem-Vindo. Hoje é

domingo, 4 de março de 2012

As roupas que uso

As roupas que uso

Max Lucado escreveu, e eu, simplifiquei:

Durante anos, possuí um elegante terno, com paletó, calça, e até um chapéu. Considerava-me muito bonito com esta roupa, e estava certo de que os outros eram da mesma opinião.
As calças ajustei com o tecido de minhas boas obras, fortemente costurada de trabalhos realizados e projetos completados. Alguns estudos aqui, alguns sermões ali. Muita gente elogiava minhas calças, e, confesso, eu tinha a tendência de puxá-las em público para que as pessoas pudessem notá-las.
O paletó era igualmente impressionante; tecido de minhas convicções. A cada dia, eu me vestia em profundo sentimento de fervor religioso. Minhas emoções eram absolutamente fortes. Tão fortes que, para dizer a verdade, muitas vezes eu era solicitado a exibir meu manto de zelo em público, a fim de inspirar a outros. Claro, eu consentia feliz.
Enquanto isso tinha também de expor meu chapéu – um quepe enfeitado de sabedoria, feito por minhas próprias mãos, tecido com fibras de opinião pessoal. Eu o usava orgulhosamente.
Certamente Deus está impressionado com minhas vestes, pensava eu com freqüência. Ocasionalmente, endireitava-me em sua presença para que ele pudesse elogiar meus trajes feitos sob medida. Ele nunca falava. Seu silêncio deve significar admiração, convenci a mim mesmo.
Mas então o meu guarda-roupa começou a deteriorar-se. O tecido de minhas calças começou a desfiar. Minha melhor obra, passou a desintegrar-se. O que eu fazia já não podia concluir, e o pouco que planejava já não me constituía motivo de orgulho.
Não há problema, pensei. Vou trabalhar duro.
Mas o trabalho duro era um problema. Havia um buraco em meu paletó de convicções. Minha determinação estava desgastada. Um vento frio golpeou-me o peito. Agarrei meu chapéu, e puxei-o firmemente para baixo. A aba rasgou-se em minhas mãos.
Após um período de poucos meses, meu guarda-roupa de justiça própria desfez-se completamente. De cavalheiro vestido sob medida, passei a mendigo esfarrapado. Receando pudesse Deus se irritar com os meus trapos, remendei-os melhor que pude e cobri meus erros. As roupas, porém, estavam muito gastas. E o vento era gelado. Desisti. Voltei para Deus. (O que mais podia fazer?).
Numa quinta-feira invernal, entrei em sua presença, buscando não aplausos, mas aconchego. Minha oração foi fraca.
- Sinto-me nu.
- Você está nu. E tem estado assim por um longo tempo.
O que ele fez a seguir, jamais esquecerei.
- Tenho algo para lhe dar – disse-me ele. E gentilmente removeu o restante dos fiapos, e apanhou um manto – um manto real, uma veste de sua própria bondade. Colocou-o em torno de meus ombros. Suas palavras soaram cheias de ternura: - Meu filho, agora você está vestido com Cristo. (Ver Gálatas 3.27).

Você vem usando um traje feito por si mesmo. Você tem confeccionado suas vestimentas, honrado suas obras religiosas, e... já notou um rasgo no tecido. Antes que você comece a remendar-se, gostaria de partilhar com você a graça de Deus através de Cristo.
Nas Garras da Graça. Max Lucado, 1996.

Por Michele.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado pela sua participação.