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quinta-feira, 1 de março de 2012

O que é Evangelho

Marcos 16.15-16: “E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado”

Depois de Jesus ter realizado a obra de salvação do ser humano, antes de sua subida ao céu, ele ordenou a seus discípulos e a todos os seus futuros seguidores que pregassem o evangelho por todo o mundo e a todas as pessoas.
O evangelho, por ser um tema tão importante porque é o meio pelo qual a salvação eterna chega até as pessoas, constitui a missão mais importante da igreja de Cristo aqui na Terra. Se não houve evangelho não haveria igreja.
Considerando essa ordem de Cristo, pergunta-se: “A igreja tem cumprido fielmente sua missão de pregar o evangelho de Jesus?” “O evangelho está sendo pregado em toda a sua pureza?” “O que é evangelho?”

SIGNIFICADO DE PREGAR O EVANGELHO
Pregar significa anunciar, propagar, ensinar, difundir, proclamar, tornar público.
A palavra evangelho significa boa nova, boa mensagem, boa notícia, bom anúncio. A notícia deve necessariamente ser boa, ser ótima mesmo, ser excelente.
Por conseguinte, pregar o evangelho significa anunciar uma mensagem boa, uma mensagem cujo poder seja capaz de produzir um resultado de excelência. Do contrário, pregar o evangelho não tem sentido algum.
Então, qual é essa boa notícia que Jesus ordena que preguemos ao mundo e que seja capaz de produzir um resultado excelente na vida das pessoas?
Evangelho é a boa notícia de que Jesus Cristo veio ao mundo salvar o ser humano dos seus pecados. É o bom anúncio de que Cristo, por meio do seu sacrifício na cruz do calvário, perdoou e pagou os nossos pecados, reconciliando-nos com Deus e dando-nos de graça a vida eterna de bem aventurança. É a boa mensagem de que a vida eterna com Deus somente pode ser recebida pela fé mediante a obra redentora de Cristo, independentemente das obras humanas. É a boa nova de que a salvação da alma do pecador é um presente a ser recebido, não um prêmio a ser conquistado.
O ser humano foi originalmente criado bom, conseguindo, nessa época, agradar a Deus. Mas o pecado o separou de Deus, transformando-o em inimigo de seu Criador e chamando sobre si a justa sentença de condenação eterna. Por sua própria força era-lhe impossível voltar-se para Deus. Por esse motivo o próprio Deus teve que preparar-lhe um plano de salvação, um plano de reconciliação, um plano que o fizesse voltar ao lar eterno.
Esse plano foi posto em prática por Jesus Cristo, o Deus Filho. Ninguém além do próprio Deus era capaz de executar esse plano. E dessa maneira aconteceu, conforme a Bíblia ensina.
Para que o ser humano pudesse voltar ao lar eterno deveria fazer duas coisas: satisfazer as exigências de justiça e satisfazer as exigências de santidade de Deus. Cumprir a justiça de Deus, com o pagamento da dívida do pecado; cumprir a santidade divina, com o cumprimento perfeito da Lei. Tarefas impossíveis para o pecador.
Movido por seu amor que não pode ser medido Deus enviou ao mundo seu próprio Filho Jesus, na forma de homem, com a finalidade de cumprir a justiça e santidade divinas. Jesus cumpriu a vontade de Deus na mais absoluta perfeição, satisfazendo as exigências de santidade de seu Pai. Também pagou de forma plena o preço do pecado, satisfazendo assim as exigências da justiça divina. Cumpriu perfeitamente a lei e sofreu plenamente o castigo pelo pecado do homem.
Com sua morte e ressurreição Cristo abriu o caminho de volta ao lar celestial. Somente ele foi capaz de abrir esse caminho de volta.
Essa é a obra de salvação realizada por Cristo. Foi dessa forma que Cristo conquistou a nossa volta ao lar eterno. É por isso que somos perdoados, reconciliados, recebidos na vida eterna com Deus. Isso é EVANGELHO.
Pregar o evangelho, portanto, é anunciar e propagar essa boa mensagem de salvação. É fazer discípulos (seguidores) com base nessa mensagem. É proclamar aos quatro cantos da Terra que a salvação da alma é obtida unicamente por graça, mediante a fé no sacrifício de Cristo realizado em nosso favor.
O que passar disso não é evangelho. Pode ser qualquer outra coisa, menos evangelho.

EVANGELHO É PODER DE DEUS
A boa nova do evangelho não é poder das igrejas nem dos homens. Não é uma mercadoria que possa ser mercadejada. Não é uma concessão exclusiva de determinado grupo ou religião.
Romanos 1.16: “Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê...”.
O evangelho é poder de Deus. Com base nessa verdade a igreja de Cristo deve pautar sua pregação. A mensagem a ser levada a pecadores não é a nossa mensagem, mas a mensagem de Deus. Por isso devemos ser fieis à ordem de Cristo proclamando a mensagem de salvação da forma como a recebemos.
O poder transformador de vidas vem da boa nova do evangelho. Ele não está preso a igrejas, denominações, instituições, lugares específicos. Ele não está preso no tempo e no espaço. Essa verdade leva a conclusão óbvia de que nenhuma instituição religiosa pode reivindicar a exclusividade do evangelho. Também concluímos que a verdadeira igreja de Deus aqui no mundo é aquela formada pela reunião universal de todos aqueles que de fato crêem, confessam e proclamam a salvação unicamente por intermédio da obra redentora de Cristo.
A formação de uma igreja em termos humanos acontece com a elaboração de um estatuto e a aceitação exterior das suas doutrinas, regras e regulamentos. Mas a formação da igreja de Cristo acontece pelo chamamento do Espírito Santo, não por um contrato escrito ou a conformação exterior a regras de condutas morais e éticas. Por ser poder de Deus o evangelho opera pela ação do Espírito Santo, não por ação da vontade humana.

EVANGELHO: A RAZÃO DA EXISTÊNCIA DA IGREJA DE CRISTO
A missão principal da igreja cristã é anunciar o evangelho de Cristo. O ensinamento de condutas morais e éticas pode ser realizado por outras instituições, mas a pregação do evangelho somente pode ser realizada pela verdadeira igreja de Cristo.
O evangelho é o elemento que separa a igreja cristã de todas as outras religiões do mundo. Todas as outras religiões ensinam o que o homem deve fazer para salvar-se; a igreja de Cristo ensina o que Deus fez para salvar o homem. A mensagem de salvação pela pregação do evangelho só pode ser realizada dentro da igreja de Cristo. As outras instituições podem ensinar como se tornar uma pessoa boa, como viver bem em sociedade, como praticar obras de caridades, como observar condutas morais e éticas, e uma porção de coisas mais. Mas oferecer o evangelho somente a igreja de Cristo pode fazer. Em outro lugar ele não pode ser encontrado.
A igreja de Cristo é a única associação cuja finalidade principal é trabalhar pelo benefício dos não associados, das pessoas fora da igreja, daqueles ainda não convertidos. Se o evangelho for tirado da igreja ela não servirá para mais nada, ela se tornará como outra instituição qualquer.

HÁ SOMENTE UM EVANGELHO
A Bíblia Sagrada é bem clara quando fala da exclusividade e singularidade do evangelho. O apóstolo Paulo, sabendo do risco da pregação de um evangelho deturpado, emitiu uma das mais duras advertências a quem não cumpre fielmente a ordem dada por Jesus.
Gálatas 1.8-9: “Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema. Assim, como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema”.
Comumente vemos muitos tipos de evangelho sendo pregado mundo afora. Até dentro das igrejas deturpamos o verdadeiro evangelho.
Muitas vezes, nós cristãos, prendemos Deus dentro de uma caixa de fósforos, dentro das quatro paredes de nossas igrejas; outras vezes tentamos domesticar Deus como se domestica os animais; não raro fabricamos um Jesus conforme nossa imaginação; ainda outras vezes tornamo-nos o porteiro do Céu, dizendo quem deve e quem não deve entrar.
E nessa empreitada religiosa saímos pelos “púlpitos da vida” vendendo a salvação por meio das nossas denominações, das nossas doutrinas particulares, das vestimentas e alimentos, de batismos e santa ceia, dos dízimos e ofertas, de curas e milagres, de cumprimento de mandamentos e leis, de práticas de costumes e obras de caridade, de prosperidade material e condutas morais e por todo tipo de moeda de troca. E assim transformamos o evangelho naquilo que ele não é: obras e práticas humanas. E assim a prática exterior da religião transforma-se em moeda de troca da salvação (“Quem paga o preço, leva”). E assim vendemos o Salvador Jesus pela prática da nossa religiosidade. Nesse sentido, se o diabo for a qualquer igreja disfarçado de gente e se comportar exteriormente conforme suas doutrinas é aceito como o melhor cristão!
Mas o evangelho de Deus não pode ser vendido, nem por dinheiro nem por condutas humanas. O evangelho foi confiado à igreja não para ser mercadejado, mas para ser entregue de graça ao pecador arrependido. O próprio Jesus disse aos seus discípulos: “... de graça recebestes, de graça daí” (Mateus 10.8).
Há um só evangelho: a boa notícia de que “... Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões...” (2 Coríntios 5.19).

A SIMPLICIDADE DO EVANGELHO DE JESUS CRISTO
Em Lucas 23.42-43 está registrado: “...Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino. Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso”. O evangelho é assim, simples e descomplicado. Diante de um pedido de misericórdia o próprio Salvador Jesus não colocou nenhuma condição para receber o malfeitor da cruz. Não impôs nenhuma moeda de troca. Não estipulou nenhum preço a ser pago. Simplesmente o perdoou, o recebeu, o aceitou, o reconciliou, o salvou. A dívida daquele pecador já estava paga pelo sacrifício de Cristo, restando-lhe tão-somente o trabalho de estender a mão e se apossar confiante no perdão.
A igreja não pode complicar algo que Deus mesmo veio ao mundo descomplicar. O caminho a percorrer para a obtenção da vida eterna era o cumprimento perfeito da lei e o pagamento pleno pelo pecado. Algo absolutamente impossível para pecadores. Nem santos, se houvesse, e nem anjos conseguiriam realizar essa obra, mas somente Deus. O sacrifício de Cristo em favor do pecador só foi aceito porque era o próprio Deus que estava lá na cruz. Somente Deus poderia satisfazer suas próprias exigências. Por isso que o perdão dos pecados, a reconciliação com Deus, a salvação da alma e a VIDA ETERNA são fatos dignos de confiança.
Isso é evangelho.
Não tem segredo, não tem mistério, não tem intermediário, não tem moeda de troca, não tem pagamento, não tem barganha. Entre Deus e os homens existe somente a obra redentora de Jesus Cristo. Jesus mesmo disse: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14.6).

OS PECADORES PRECISAM SABER E A IGREJA PROCLAMAR
Que Cristo “tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz” (Colossenses 2.14).
Que “...Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigêntio, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16).
Que “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Romanos 8.1).
Que Deus preparou um banquete celestial eterno para eles e agora avisa a todos: “...Vinde, porque tudo já está preparado” (Lucas 14.17).
Que “...tudo está feito. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. Eu, a quem tem sede, darei de graça da fonte da água da vida” (Apocalipse 21.6).
Que “... pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2.8-9).
Que “... nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor”. (Romanos 8.37-39)

Esse é, de acordo com a Bíblia Sagrada, o evangelho. Nem mais nem menos.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Por Grimaldo Schumacker.

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