Seja Bem-Vindo. Hoje é

sexta-feira, 2 de março de 2012

Amor ao Próximo

Texto base: Mateus 22.37-39: “Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.”

1) O que é amor?
Não há como explicar o amor. Se conseguíssemos explicar o que é amor também conseguiríamos explicar como Deus é, “pois Deus é amor” (1 João 4.8). Apesar de não sermos capazes de explicar o que é amor, ao menos podemos identificar as manifestações do amor.
A maior manifestação de amor que o mundo já pôde presenciar foi o sacrifício de Jesus na cruz do calvário, por causa de terríveis pecadores como nós. Em João 3.16 está escrito: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”. Esse tipo de amor somente é encontrado em Deus. É impossível ao ser humano praticá-lo. A mente humana não consegue compreendê-lo.
No entanto, dentro das limitações humanas Deus pede que amemos nosso próximo. Não podemos explicar o amor, mas podemos identificar as manifestações do amor através de nossas ações do dia a dia.
Antes de identificarmos algumas manifestações do amor, vamos falar sobre quem é nosso próximo.

2) Quem é nosso próximo?
São todas as pessoas com quem mantemos algum tipo de relacionamento, seja duradouro ou passageiro: na família, no trabalho, na igreja, no esporte e lazer, nas viagens, nos encontros casuais etc. Também aquelas pessoas com quem não mantemos nenhum relacionamento, mas que estão perto de nós (mesmo bairro, mesma cidade, mesma região etc) e precisam de ajuda (vizinhos necessitados, presos, enfermos etc).
Na parábola do Bom Samaritano (Lucas 25-37) o próximo do samaritano foi a vítima do assalto, que naquele momento precisava de ajuda (cuidados médicos e ajuda financeira).
Nosso próximo, então, é toda pessoa que está ao nosso redor, com quem mantemos relacionamento ou não.

3) O que significa a expressão “como a ti mesmo”?
Significa que tudo aquilo de bom que desejo ou faço para mim mesmo devo (ou deveria) desejar e fazer também ao próximo.
O que desejo ou faço para mim mesmo, que também deveria desejar ou fazer aos outros?
Vida material.
Todos nós lutamos por uma boa fonte de renda para suprir nossas necessidades materiais (morar bem, alimentar-se bem, vestir-se bem, cuidar bem da saúde física e mental, passear, adquirir bens materiais – carro, móveis de casa, terra e gado, empresas etc – arrumar uma profissão que dê dinheiro, ter lazer e conforto e assim por diante).
Pergunta: Nós, de fato, lutamos para que o nosso próximo tenha essas oportunidades da mesma forma que lutamos por elas?
Vida Espiritual.
Todos nós que cremos na obra redentora de Cristo temos o PERDÃO e a SALVAÇÃO eterna. Ser perdoado e salvo é motivo de muita alegria e produz a paz de Deus em nosso coração, pois somos libertos da culpa do pecado que pesava sobre nós. Ainda mais sabendo que não merecíamos o perdão e a salvação de Deus e estávamos destinados ao inferno eterno.

Pergunta: Nós nos preocupamos com a salvação do nosso próximo? O que estamos fazendo para conduzir nosso próximo à salvação em Jesus Cristo? Que tipo de evangelho estamos anunciando a nosso próximo? Nós nos alegramos e sentimos bem quando um pecador é perdoado, ou queremos fechar a porta do perdão aos outros como fizeram os trabalhadores da Parábola dos Trabalhadores na Vinha (Mateus 20.1-16)?

Portanto, “como a ti mesmo” significa que tudo o que desejo ou faço de bom para mim mesmo também devo desejar e fazer aos outros.
           
4) O amor ao próximo requer ação positiva. Identificando manifestações de amor ao próximo
Conforme Jesus ensina em Mateus 25-35-36, o amor ao próximo envolve ação, movimento, comportamento positivo.
“Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes; estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me.”
O amor ao próximo deve nos levar a abrir mão de nosso conforto e comodismo, de nosso tempo, de nosso dinheiro, enfim, de nossos interesses particulares para ajudar as pessoas necessitadas de algum tipo de ajuda. Foi assim que Jesus fez: sendo Deus, abriu mão de toda a sua majestade e glória e veio a esse mundo de forma humilde e sem interesses pessoais a fim de ajudar pecadores imundos como nós.
Jesus não marcou um horário ou designou um representante para nos atender, não esperou sobrar tempo ou dinheiro para nos ajudar, não permaneceu dentro de sua “casa celestial” cercada de muros, cercas elétricas, cães de guarda, portões eletrônicos e seguranças, mas saiu e foi até onde os necessitados estavam a espera de ajuda.
Apesar de o amor ser algo inexplicável, ao menos podemos identificar os atos e práticas que dele nascem. Assim, para sabermos se realmente estamos amando nosso próximo temos de observar e identificar nossos atos e práticas em relação às pessoas com quem nos relacionamos e em relação àquelas pessoas que estão próximas de nós que precisam de ajuda.
É muito cômodo observar mandamentos que envolvem uma ação negativa (aqueles que proíbem praticar algum ato): não mentir, não matar, não furtar, não adulterar etc.

Pergunta: Mas, e o cumprimento de mandamentos que envolvem ação positiva (aqueles que mandam praticar um ato): amar o próximo e fazer o bem, por exemplo? Nós observamos esses mandamentos que envolvem ação positiva?

Em Lucas 10.37 (Parábola do Bom Samaritano), Jesus fala ao doutor da lei: “Vai e procede tu de igual modo.”. Hoje, Jesus fala a mesma coisa: “cristãos, vão e procedam vocês de igual modo”, “cristãos, amem o próximo como a si mesmos”, “cristãos, se o próximo tem fome, dêem-lhe de comer; se o próximo necessita de hospedagem, hospedem-no; se necessita de roupa, vistam-no; se está enfermo, vão visitá-lo, se está preso, vão vê-lo; se necessita de qualquer outra ajuda, ajudem-no; se ainda não é um salvo, preguem-lhe o evangelho”.
Tiago 4.17: “Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando.”

5) Conclusão.
a) próximo é todo aquele que está à nossa volta e que necessita de algum tipo de ajuda (material, espiritual, emocional etc).
b) amar como Deus ama, é impossível ao ser humano pecador.
c) apesar disso, Deus nos manda amar o próximo conforme a nossa capacidade humana.
d) devemos amar o próximo como a nós mesmos.
e) esse amor envolve ação possitiva: “Vai e procede tu de igual modo.”.

Nós, cristãos, devemos e estamos capacitados a amar porque Deus nos amou primeiro. Em 1 João 4.19 a Bíblia diz que “nós amamos porque ele nos amou primeiro”.

Graça e paz da parte de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
Por Grimaldo Schumacker.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado pela sua participação.