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domingo, 4 de março de 2012

O Grande Amor de Deus



Você já percebeu como o tempo passa rápido e nem notamos?
Você que é pai ou mãe sabe muito bem disso. Ainda ontem seu filho usava fraldas. Hoje ele quer as chaves da moto? De repente seu filho está na metade do caminho para a faculdade e estão acabando suas chances de demonstrar seu amor por ele; e por isso você fala, fala do seu amor e do quanto seu filho é importante para você e mesmo que algum dia estejam distantes você estará por perto. Seu filho pode achar estranho ouvir isso naquele momento, mesmo assim você continua falando do seu amor.
Da mesma forma que um filho não entende a atitude de seu pai, não há como nossa mente pequena compreender o amor de Deus; mas isso não o impede de vir até nós.
Sim e nós, também, inclinamos nossa cabeça. Como nosso filho e nos perguntamos o que o nosso Pai estava fazendo. Do berço em Belém à cruz em Jerusalém, pensamos no amor do nosso Pai.
E o que você pode dizer para esse tipo de emoção? Ao descobrir que Deus preferiria morrer a viver sem você, qual é a sua reação? Como você pode explicar tal paixão? Se você fosse o apóstolo Paulo, não poderia. Você não faz afirmações; não dá explicações. Você faz perguntas.
Essas perguntas não são novas para você também caro ouvinte. Você já as fez antes. À noite, você as fez; nos momentos de raiva, você as fez. O diagnóstico de um médico as trouxe à tona, assim como o telefonema do banco e as tragédias incompreensíveis que ocorre em nosso mundo. As perguntas são exames da dor, do problema e da circunstância. Não, as perguntas não são coisas novas, mas talvez as respostas sejam.
Escutem só o que diz este versículo em Romanos 8:31: “Se Deus é por nós quem será contra nós?”
A pergunta não é simplesmente: “Quem será contra nós?” você poderia responder a essa pergunta. Quem é contra você? A doença, a inflação, a corrupção, a exaustão. As calamidades confrontam e os medos aprisionam.
E se a pergunta de Paulo fosse: “Quem será contra nós?” Bem, poderíamos listar nossos inimigos talvez. Mas, essa não é a pergunta. A pergunta é: SE DEUS É POR NÓS QUEM SERÁ CONTRA NÓS?
Espere só um momento. Quatro palavras neste versículo merecem sua atenção. Leia atentamente a frase: Deus é por nós. Por favor, leia novamente. Deus é por nós.
Deus é por você. Seus pais podem ter esquecido de você, seus professores podem ter ignorado você, seus irmãos podem ter vergonha de você, mas ao alcance de suas orações está o Criador dos oceanos – DEUS!
Deus é por você neste momento, neste minuto. Enquanto você escuta cada palavra minha. Não é preciso esperar uma fila ou voltar amanhã. Deus está com você. Ele não poderia estar mais perto de você do que agora. A lealdade de Deus não será maior se você for melhor nem menor se você for pior. Ele é por você sempre.
Deus é por você querido ouvinte. Deus está torcendo por você na linha de chegada. Você está cansado demais? ele irá te carregar no colo. Está desanimado demais para lutar? Ele o está levantando. Deus é por você.
Deus é por você. Se ele tivesse um calendário, o dia do seu aniversário estaria destacado com um círculo. Se ele dirigisse um carro, seu nome estaria no pára-choque. Se houvesse uma árvore no céu, ele gravaria seu nome em sua casca. Sabemos que ele tem uma tatuagem e sabemos o que ela diz. "Eu gravei você nas palmas das minhas mãos" (Isaías 49:16).
"Haverá mãe que possa esquecer seu bebê que ainda mama e não ter compaixão do filho que gerou?", pergunta Deus em Isaías 49:15. Que pergunta estranha! Você, mãe, consegue imaginar seu filho mamando e, depois, mais tarde, perguntar: "Qual era nome dessa criança?" Não. Eu a,vejo cuidar de seu filho. Você acaricia seus cabelos, toca-lhe o rosto, cantarola o nome dele repetidas vezes. Uma mãe consegue se esquecer? De modo algum. Contudo, "embora ela possa esquecê-lo, eu não me esquecerei de você!", promete Deus (Isaías 49:15).
Deus está com você. E, sabendo disso, quem é contra você? A morte pode prejudicá-la agora?
A doença pode roubar sua vida? Seu objetivo pode ser levado ou seu valor diminuído? Não. Ainda que o próprio inferno possa se pôr contra você, ninguém pode derrotá-lo. Você está protegido. Deus está com você. Aquele que não poupou seu próprio Filho, - mas entregou por todos nós, - como não nos dará junta mente com ele, e de graça, todas as coisas? (Romanos 8:32).

Imagine um homem que se depara com uma criança sendo espancada por delinqüentes.
Ele se atira no meio da confusão, salva o menino e o leva para um hospital. O garoto recebe cuidados até se restabelecer. O homem paga o tratamento da criança. Descobre que a criança é órfã, a adota e lhe dá o seu nome. E então, certa noite, depois de meses, o pai ouve o filho chorando no travesseiro. Ele vai até o filho e pergunta o motivo de sua tristeza.
- Estou preocupado, pai. Estou preocupado com o dia de amanhã. Onde vou conseguir comida para comer? Como vou comprar roupas para continuar aquecido? E onde vou dormir?
Com toda a razão, o pai fica preocupado. - Eu não lhe mostrei? Você não entende? Arrisquei minha vida para salvá-lo. Dei meu dinheiro para tratá-lo. Você usa meu nome. Eu o chamei de meu filho. Eu faria tudo isso e depois não supriria suas necessidades?
Esta é a pergunta de Paulo. Aquele que entregou seu Filho não supriria nossas necessidades?
Mas, ainda assim, nos preocupamos com muitas coisas. Preocupamo-nos com a educação, a recreação e com um resfriado. Preocupamo-nos com a possibilidade de não termos dinheiro suficiente e, quando o temos, nos preocupamos porque não estamos certos de que conseguiremos administrá-lo bem.
Agora, me diga honestamente: Deus salvou você para que você se preocupasse? Ele o ensinaria a andar só para vê-lo cair? Ele seria pregado na cruz por seus pecados e depois desprezaria suas orações? Vamos lá! As Escrituras estão nos provocando quando dizem: “Porque a seus anjos dará ordens a seu respeito, para que o protejam em todos os seus caminhos.”. (Salmo 91:11).
Quem nos separará do amor de Cristo? (Romanos 8: 35)
Aí está. Esta é a pergunta. Aqui está o que queremos saber. Queremos saber até quando o amor de Deus durará. Deus realmente nos ama para sempre? Não só no domingo de Páscoa, quando nossos sapatos estão lustrados e nosso cabelo arrumado. Quero saber (lá no íntimo, todos queremos saber, não é mesmo?) como Deus se sente em relação a mim quando sou um idiota? Não quando estou animado, confiante e pronto para lidar com a fome do mundo; nessa hora, não. Sei como ele se sente com relação a mim em momentos como esses - até eu gosto de mim nessas ocasiões.
Quero saber como ele se sente com relação a mim quando sou ríspido com qualquer coisa que se move, quando meus pensamentos são terríveis, quando minha língua está afiada o suficiente para cortar uma pedra. Como ele se sente em relação a mim nesses momentos?
E quando coisas ruins acontecem - Deus se
preocupa? Ele me ama em meio ao medo? Ele está comigo quando o perigo está à espreita? Deus deixará de me amar?
Esta é a questão. Esta é a preocupação. Isso você não diz; você nem pode saber. Mas eu posso sentir esta preocupação em seu rosto. Posso ouvir em suas palavras.
Será que exagerei nesta semana? Na última terça-feira, quando bebi demais. E no último verão, quando amaldiçoei o Deus que me criou enquanto eu estava em pé ao lado do túmulo de alguém muito amado por mim?
Será que fui longe demais? Esperei demais? Falhei demais? Estava duvidoso demais? Com medo demais? Irado demais com a dor neste mundo?
É isso que queremos saber.
Quem nos separará do amor de Cristo?
Deus respondeu à nossa pergunta antes que a formulássemos. Para que víssemos sua resposta, ele iluminou o céu com uma estrela. Para que a ouvíssemos, ele encheu a noite de um coral. E para que crêssemos, ele fez o que nenhum homem jamais sonhou – ele se fez carne e habitou entre nós.
Ele pôs sua mão no ombro da humanidade e disse: “Você é muito especial.”.
Sem estar limitado pelo tempo, ele nos vê a todos. Desde o lugar mais remoto ao mais movimentado; desde os construtores de cabanas aos mestres-de-obras; ele nos vê. Errantes e maltrapilhos, ele nos viu antes de nascermos.
Ele ama o que vê. Transbordando de emoção, vencendo o orgulho, o Criador das estrelas se vira para nós, um por um, e diz: “Você é meu filho. Eu o amo muito. Sei que, algum dia, você se afastará de mim e irá embora. Mas quero que você saiba que já estabeleci um caminho de volta.”.
E para provar, ele fez algo extraordinário.
Deixando seu trono, ele tirou seu manto de luz e se revestiu de pele: da pele humana pigmentada. A luz do universo entrou em um ventre escuro e molhado. Aquele a quem os anjos adoram aconchegou-se na placenta de uma camponesa, nasceu na noite fria e, depois, dormiu sobre o feno destinado a uma vaca.
Vejam só meus querido Maria não sabia se dava leite ou louvor a Deus, mas lhe deu ambas as coisas, uma vez que ele estava, até onde ela podia imaginar, com forme e era santo.
José não sabia se o chamava de Júnior ou de Pai. Mas, no final, ele o chamou de Jesus, seguindo as palavras do anjo e reconhecendo não ter a mínima idéia do nome que deveria dar a um Deus que ele poderia embalar nos braços.
Nem Maria nem José foram tão diretos, mas por vezes nós ousamos em perguntar: Afinal, Deus, o que você está fazendo no mundo?
Mas alguma coisa pode me fazer parar de amar você? – pergunta Deus. – Escutar e falar a sua língua, dormir na sua terra e sentir as suas dores. Veja o criador da visão e do som enquanto ele olha, ri e chora. Você me pergunta se eu entendo como você se sente? Eu também fui criança em Nazaré.
Mas, querido irmão, podemos saber até quando o amor de Deus por nós durará?
Você encontra a resposta em uma cruz cheia de lascas, em uma colina escarpada. É Deus, nosso Criador que vemos lá em cima. Transpassado por cravos e jorrando sangue; todo cuspido e molhado pelo pecado.  É o seu pecado o nosso pecado que ele sentiu. É a nossa morte que ele morreu. É a nossa ressurreição que ele viveu. Isso mostra o quanto Deus nos ama.
E alguma coisa pode nos separar desse tão grande amor de Deus?
Ouça a resposta e firme seu futuro nas palavras de Paulo:
“Estou convencido de que nem a morte nem a vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Romanos 8: 38, 39).

Escrito por Max Lucado em Dias Melhores Virão (texto utilizado no programa da rádio em 2010).

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