Seja Bem-Vindo. Hoje é

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Viver e Existir

VIVER E EXISTIR

LEONID AFREMOV Collection

O que é EXISTIR? O que é viver?
Não é apenas ter sangue circulando, ar nos pulmões, órgãos funcionando, olhos que enxergam, ouvidos que ouvem, isso é EXISTIR.
VIVER é muito mais. É ver e dar beleza e harmonia a existência. É escrever a história da vida com sons melodiosos e pintada com Cores Vivas e alegres e não deixar que seja uma tela de natureza morta plantada pintada em preto e branco.
Viver é fazer com que a sinfonia da nossa vida se manifeste em belos acordes musicais de lindos momentos de elevação espiritual numa comunhão perfeita com a beleza e a majestade do Criador.
Jesus veio para nos dar vida em abundância. Isto é, com qualidade, expressão, harmonia e alegria. Apesar de existir estávamos mortos em nossos delitos e pecados, mas Deus em sua infinita GRAÇA nos deu vida. Com Cristo fomos transportados das Trevas da mera existência para a plenitude da vida naquele que é a luz do mundo. Disse o mestre: “Eu sou a luz do mundo, quem me segue nunca andará em trevas, mas terá a luz da vida.” João 8:12.
Quem se deixa banhar na luz de Jesus Experimenta a fascinante transformação de se livrar do Sombrio casulo de apenas existir, E tal qual a borboleta alça vôo para a beleza do viver, trazendo em si, em vez da monocromia do existir, toda a exuberância que o criador lhe dá. Jesus, a luz do mundo, veio para nos dar vida, para refletirmos essa luz e brilhar para sermos sal da terra, dando sabor a existência. Marcos 5: 13 a 16.
Como estamos escrevendo a nossa história?
Com que cores estamos pintando? Não basta existir. É Preciso Viver.
Existir é muito pouco para um ser criado à imagem de Cristo e que deve expressar ao longo de sua existência a beleza e o amor do Pai Eterno.

Jesus Cristo transforma nossa existência em verdadeira vida. Amém
Texto extraído do Devocionário Pão Diário 2016

domingo, 6 de setembro de 2015

O QUE É O CASAMENTO?

Pensando, meditando e refletindo às vezes chegamos a conclusões bem diferentes das convenções solidamente estabelecidas socialmente e profundamente arraigadas na mente coletiva.
Quando chegamos ao ponto culminante da descoberta somos tomados por um assombro seguido por uma resistência natural provocada por medo da conclusão simplesmente ser diferente da convenção social a tanto tempo praticada e tida como verdade intocável.
Vejam só as conclusões a que cheguei analisando criticamente como a instituição do matrimônio é tratada hoje:
1) Diferente do que pensava o casamento instituído pelo Criador não foi direcionado para um povo específico, especialmente para os “seus filhos” cristãos. Essa instituição de vital importância foi criada para todos os seres humanos, estejam eles ou não dentro das instituições religiosas, ou em qualquer lugar do mundo. A simples existência humana é requisito para se qualificar à união matrimonial.
Nas Escrituras não encontramos notícias de que o casamento foi criado para um grupo restrito de pessoas. Elas dizem, ao contrário, que ele foi instituído para união de homem e mulher.
2) A cerimônia religiosa do casamento, que mais é formalidade social, é invenção da igreja institucional.
Igualmente, na Bíblia não há registro de que para se tornar válido o matrimônio precise da chancela de uma instituição ou de uma pessoa designada para tal fim.
3) O casamento no cartório também é criação humana. A Escritura não menciona que o governo tem incumbência de unir duas pessoas em casamento.
Antigamente não existia esse controle por parte dos governos. Hoje o estado moderno assim o faz por uma série de circunstâncias que, diga-se de passagem, mostra-se benéfico para gerir a relação dos direitos e obrigações que envolve o ato.

Esses fatos levam a outras conclusões:

O tratamento atual que as instituições religiosas de uma forma geral dão ao matrimônio não tem fundamento plausível. Para elas basta a celebração ou a formalidade do cartório, mesmo que o casal se una por objetivos completamente diferentes dos que Deus intentou. Assim, na prática, uma união de homem e mulher pode apenas manter uma aparência de casamento sem, contudo, de fato ser um casamento original.
Por outro lado, uniões entre homem e mulher não reconhecidas por uma religião podem de fato perante Deus ser um matrimônio autêntico. Pode e em muitos casos é exatamente o que ocorre, visto que essa união matrimonial não é e nunca foi constituída por fatores externos, mas sim pelo amor que vincula dois corações no firme propósito de viverem juntos.
Um exemplo prático e simples: Se um homem e uma mulher que vivem juntos mas que não passaram pelo rito formal do casamento procurar a maioria das igrejas cristãs receberão orientação no sentido de “casarem-se no papel”. Caso assim não o façam são privados dos “benefícios” oferecidos pela instituição religiosa, como santa ceia, batismo etc, além de serem rotulados de adúlteros e até mesmo considerados “pagãos e perdidos”.
Por outro lado, se apresentarem uma certidão de casamento, cuja celebração foi realizada por um ministro religioso ou por um oficial do cartório, mesmo que o que os una não seja o vínculo do amor, isto é, o verdadeiro casamento de Deus, são imediatamente admitidos e considerados como “seguidores fiéis e obedientes do Senhor”.
Assim funciona na prática, bastando manter aparência de verdade. Mas Deus não vê o exterior, como nós e as nossas instituições humanas veem (1 Samuel 16.7); Deus vê o coração, e não é dono de cartório.
O casamento não é banalizado somente com a promiscuidade dos relacionamentos entre pessoas, de sexo diferente ou não, mas também e principalmente com o acréscimo de coisas que Deus não instituiu, transformando a união matrimonial numa simples certidão cartorária ou num mero ato de celebração religiosa regado de formalidades sociais.
Por tudo isso chegamos a conclusão de que Deus instituiu a união de homem e mulher, mas não as formas como essa união se dá. Mesmo sendo assim, como o coração do homem é enganoso e tendente a governar sobre seus semelhantes, o casamento foi transformado em concessão particular, seja do governo ou da religião, e que, para usufruir de seus “benefícios”, têm-se que pagar um “preço”. A graça de Deus que é derramada sobre bons e maus, como Jesus ensina (Mateus 5.45), na prática para nós não é derramada sobre bons e maus mas somente sobre os “nossos e bons”.
Conforme a experiência mostra e a Bíblia ensina, a única formalidade estabelecida pelo Criador é a do vínculo do amor, pois sem amor nada aproveitará (1 Coríntios 13.3).

Em Jesus.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Comprado por um Preço


Aos que lerem, por favor, entendam de uma vez por todas...

"Vocês foram comprados por alto preço; não se tornem escravos de homens." 1 Co. 7.23

Aqui Paulo nos proíbe de nos tornarmos escravos. Sem dúvida ele diz isso como uma orientação geral contra pessoas que tentam destruir a liberdade e igualdade de crer e são severas demais com as consciências. Por exemplo, se alguém ensinar que um homem cristão não pode, absolutamente, se casar com uma mulher não cristã ou permanecer casado com ela, como algumas igrejas ensinam, então aquela pessoa impede a liberdade ensinada aqui por Paulo. Na verdade, aquela pessoa leva as outras a serem obedientes mais do que à Palavra de Deus, que Paulo diz estar servindo aos seres humanos. As pessoas que seguem esse mestre pensam que são escravas de Deus e o servem quando, de fato, estão seguindo ensinamentos humanos e tornando-se escravas de outros. Isso é verdade também com respeito àqueles que pregam que os cristãos devem ser circuncidados, resultando na anulação da liberdade cristã.
Assim, de todas as formas, Paulo está preocupado com a liberdade cristã e a tenta protegê-la das correntes e prisão das regras humanas. Paulo confirma isso quando diz: “Vocês foram comprados por alto preço”. Ele quer dizer que Cristo nos comprou com seu próprio sangue e nos deixou livres de todos os pecados e leis, como diz em Gálatas 5.1.
A liberdade que Cristo comprou, contudo, não tem o mesmo significado da liberdade oferecida no mundo. Ela não afeta as relações que as pessoas têm umas com as outras, tais como o servo com o mestre ou a esposa com o marido. Deus não deseja que essas funções sejam mudadas. Em vez disso, Diante de Deus, nenhuma lei nos constrange ou nos mantém presos. Nós somos verdadeiramente livres em todas as coisas. Antes, estávamos ligados aos nossos pecados, mas agora todos eles se foram. Assim, quaisquer que sejam as funções ou relacionamentos que ainda existam, eles não tem a ver com o pecado nem com mérito diante de Deus.


Texto de Martinho Lutero – Devocionário - Somente a Fé.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

A melhor mensagem é o Cristão


Porque relacionamento e testemunho são mais importantes (e eficazes) do que proselitismo.

O verdadeiro evangelista não é o que tem ardor pela evangelização, mas o que tem amor pelo evangelizado.
Há um aspecto peculiar na “Grande Comissão” relatada no evangelho de João que nem sempre é lembrado quando estamos tratando do envio de discípulos. Enquanto, nos outros textos sagrados, o destaque da comissão eram aspectos mais práticos (como curar os enfermos, operar sinais e fazer discípulos), no texto de João o destaque está no perdão de pecados (Jo 20.23). O conteúdo do evangelismo, seja por meio de novos ou velhos métodos, continua sendo arrependimento e perdão.
Além dessa ênfase, na comissão joanina, também fica claro que o propósito de Jesus, ao enviar seus discípulos, não era apenas o de proclamar o que ele podia fazer em favor do perdido, mas o que podia fazer por intermédio da vida de seus discípulos. “Àqueles a quem perdoardes os pecados lhes serão perdoados”: o foco não está apenas na mensagem, mas na autoridade e na vida dos mensageiros. Particularmente, não acredito que existam formas “ultrapassadas” de evangelismo. Para mim, Deus pode usar qualquer forma de levar o evangelho, seja nova, seja velha. O que me preocupa são as motivações dos crentes na hora de usar dessas fórmulas. Aquilo que, muitas vezes, a igreja está oferecendo para aumentar o número de seus membros não corresponde à verdade do evangelho e tem gerado expectativas que, certamente, serão frustradas.
Em Mateus 23.15, existe uma advertência forte de Jesus: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, vós o tornais duas vezes mais filho do inferno do que vós”. Esse é um alerta que sempre deve ser lembrado em relação à evangelização: o risco do proselitismo e do esforço em mudar a pessoa apenas exteriormente, sem transformar seu entendimento. Enquanto nos virem fazendo a coisa certa pelo interesse errado, o coração das pessoas será contagiado apenas pela cobiça, mas não transformado pelo amor.
Nada é mais evangelizador do que a forma como nos relacionamos uns com os outros em amor. Nossas relações evangelizam mais do que muitas das nossas ações. O cristão é aquele que, como Cristo, vive em favor do próximo. E é na forma como ele sacrifica seus interesses pessoais em favor do próximo que encontra sua melhor oportunidade de comunicar o que crê. Ou seja, quanto mais relacional for a estratégia evangelística, tanto mais relevante será.
Nunca a revelação de Deus vem sem relacionamento. O evangelho chega a nós por meio de pessoas. E o próprio Jesus prometeu que estaria presente na comunhão de dois ou três reunidos em seu nome. Não podemos perder de vista o quão importante isso é. A evangelização não serve, por exemplo, apenas para alcançar o evangelizado; também alcança o evangelista. Quando ele leva a mensagem a alguém, é gerado nele um profundo senso de responsabilidade pelo próximo, de tal modo que evangelista não é o que tem ardor pela evangelização, mas o que tem amor pelo evangelizado.
Por isso, eu creio que fé não seja apenas a certeza inabalável da salvação que já recebemos, mas também a disposição e o amor incansável de trabalhar para que outros também a recebam.
Texto da Revista Impacto - editorial 78. 
Escrito por Paulo Junior






sexta-feira, 2 de maio de 2014

Orgulho - O Grande Pecado

Quanto mais orgulho uma pessoa tem, menos gosta de vê-lo nos outros. Se quer descobrir quão orgulhoso você é, a maneira mais fácil é perguntar-se: “Quanto me desagrada que os outros me tratem como inferior, ou não notem minha presença, ou interfiram nos meus negócios, ou me tratem com condescendência, ou se exibam na minha frente?” A questão é que o orgulho de cada um está em competição direta com o orgulho de todos os outros. Se me sinto incomodado porque outra pessoa fez mais sucesso na festa, é porque eu mesmo queria ser o grande sucesso. Dois bicudos não se beijam. O que quero deixar claro é que o orgulho é essencialmente competitivo – por sua própria natureza –, ao passo que os outros vícios só o são acidentalmente, por assim dizer. O prazer do orgulho não está em se ter algo, mas somente em se ter mais que a pessoa ao lado. Dizemos que uma pessoa é orgulhosa por ser rica, inteligente ou bonita, mas isso não é verdade. As pessoas são orgulhosas por serem mais ricas, mais inteligentes e mais bonitas que as outras. Se todos fossem igualmente ricos, inteligentes e bonitos, não haveria do que se orgulhar. É a comparação que torna uma pessoa orgulhosa: o prazer de estar acima do restante dos seres. Eliminado o elemento de competição, o orgulho se vai. É por isso que eu disse que o orgulho é essencialmente competitivo de uma forma que os outros vícios não são. O impulso acidental sexual pode levar dois homens a competir se ambos estão interessados na mesma moça. Mas a competição ali é acidental; eles poderiam, com a mesma facilidade, ter se interessado por moças diferentes. Um homem orgulhoso, porém, fará questão de tomar a sua garota, não por desejá-la, mas para provar para si mesmo que é melhor do que você. A cobiça pode levar os homens a competir entre si se não existe o suficiente par todos; mas o homem orgulhoso, mesmo que tenha mais do que jamais poderia precisar, vai tentar acumular mais ainda só para afirmar seu poder. Praticamente todos os males do mundo que as pessoas julgam ser causados pela cobiça ou pelo egoísmo são bem mais o resultado do orgulho. Veja a questão do dinheiro. A cobiça pode fazer com que o homem deseje ganhar dinheiro para comprar uma casa melhor, poder viajar nas férias e ter coisas mais apetitosas para comer e beber. Mas só até certo ponto. O que faz com que um homem que ganha 10.000 libras por ano fique ansioso para ganhar 20.000 libras? Não é a cobiça de mais prazer. A soma de 10.000 libras pode sustentar todos os luxos de que ele queira desfrutar. É o orgulho – o desejo de ser mais rico que os outros ricos e, mais do que isso, o desejo de poder. Pois, evidentemente, é do poder que o orgulho realmente gosta: nada faz o homem sentir-se tão superior aos outros quanto o fato de poder movê-los como soldadinhos de brinquedo. Por que uma moça bonita à caça de admiradores espalha a infelicidade por onde quer que vá? Certamente não é por causa de seu instinto sexual: esse tipo de moça é quase sempre sexualmente frígida. É o orgulho. O que faz um líder político ou uma nação inteira quererem expandir-se indefinidamente, exigindo tudo para si? De novo, o orgulho. Ele é competitivo pela própria natureza: é por isso que se expande indefinidamente. Se sou um homem orgulhoso, enquanto existir alguém mais poderoso do que eu, ou mais rico, ou mais esperto, esse será meu rival e meu inimigo.
Os cristãos estão com a razão: o orgulho é a causa principal da infelicidade em todas as nações e em todas as famílias desde que o mundo foi criado. Os outros vícios podem, às vezes, até mesmo congregar as pessoas: pode haver uma boa camaradagem, risos e piadas entre gente bêbada ou entre devassos. O orgulho, porém, sempre significa a inimizade – é a inimizade. E não só inimizade entre os homens, mas também entre o homem e Deus.
Em Deus defrontamos com algo que é, em todos os aspectos, infinitamente superior a nós. Se você não sabe que Deus é assim – e que, portanto, você não é nada comparado a ele –, não sabe absolutamente nada sobre Deus. O homem orgulhoso sempre olha de cima para baixo para as outras pessoas e coisas: é claro que, fazendo assim, não pode enxergar o que está acima de si.


Trecho do livro Cristianismo Puro e Simples, de C. S. Lewis – Editora Martins Fontes, SP, 2005.

A Ditadura do Orgulho


O triste é que o pior de todos os vícios, o orgulho, é capaz de se infiltrar no âmago das nossas vidas religiosas. Porém, é fácil ver o porquê. Os outros vícios, menos ruins, vêm do Diabo, que trabalha em nós por meio da nossa natureza animal. No entanto, o orgulho não vem da nossa natureza animal, mas diretamente do inferno. Ele é puramente espiritual, e, por isso, é o mais sutil e mortal. Pela mesma razão, o orgulho pode muitas vezes ser usado para derrubar os vícios mais simples. A verdade é que os professores muitas vezes apelam para ao orgulho ou “autoestima” dos meninos para fazê-los se comportar de forma decente. Muitas pessoas até venceram a covardia, a luxúria ou o mau humor, por aprenderem a achar que estavam abaixo do seu nível de dignidade – isto é, por orgulho. O Diabo só dá gargalhadas. Ele se contenta em ver você se tornando casto, corajoso e controlado, desde que consiga instaurar em você a ditadura do orgulho o tempo todo – da mesma forma que ele ficaria contente em ver você curado de um resfriado, para substituí-lo por um câncer. O orgulho é um câncer espiritual. Ele corrói a própria possibilidade de amor, de contentamento ou, até mesmo, de bom senso.

Meditação tirada do devocional Um ano com C.S.LEWIS, página 100, publicado por Editora Ultimato – original do livro Cristianismo Puro e Simples.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

As Coisas Não São Boas Nem Más em Si Mesmas

Existem apenas duas coisas que são boas ou ruins em si mesmas.
Apenas duas pessoas são em si mesmas boas ou ruins, absolutamente.
DEUS é absolutamente bom em si mesmo, e nunca pode ser menos que bom nem um pouco mal.
O DIABO é absolutamente mal em si mesmo, sendo-lhe impossível ser menos mal ou um pouco bom.
Seus anjos são a mesma coisa, não podendo nunca ser nem um pouco diferente do que de fato são.
As demais coisas, fora essas, não são em si mesmas nem ruins nem boas.
O ser humano não é em si mesmo nem absolutamente bom nem absolutamente mal. Se fosse bom em absoluto, não se encontrava depravado e corrompido; se fosse mal em absoluto, não teria a mínima possibilidade de ser restaurado e trazido para o bem.
Fora Deus e o Diabo, e seus anjos, tudo o mais pode ser bom ou mal, dependendo da atitude do coração humano.
Uma faca pode ser boa ou má, dependendo de seu uso: pode ser usada para preparar alimento que sacia a fome, ao passo que também pode ser usada para tirar a vida do semelhante. É o coração que a tornará boa ou má.
As drogas podem ser boas ou más: em quantidade certa cura doenças e salva vidas; em quantia grande e usada desregradamente transforma-se numa maldição destruidora da vida. O coração do ser humano que decide.
O sexo é bom ou mal: Usado de forma correta se mostra um elo de intimidade santa entre duas pessoas que se amam; do contrário, sua função original é deturpada e tem o poder de transformar o semelhante em apenas um objeto de satisfação da lascívia. É o coração que o tornará bom ou mal.
A religião também não é boa nem má em si mesma: Bem utilizada, abre o caminho para o conhecimento de Deus e liberta; mal utilizada, fecha o caminho para o céu e escraviza.
A ciência nunca foi má nem boa na essência: O seu bom uso facilita a vida humana com o desenvolvimento tecnológico; seu mau uso produz um exército de excluídos e marginalizados.
O dinheiro é benção ou maldição: Usando-o com o coração bondoso ajuda nas mais variadas necessidades do homem; o coração mau, porém, por causa dele é capaz de cometer atrocidades inimagináveis.
Eu e você não somos bons nem maus em si mesmos: Dependendo das atitudes e escolhas podemos ser demônios ou anjos na vida do semelhante.
Por esse motivo é que não podemos rotular coisas e lugares de santos ou profanos, nem pessoas de puras e impuras. Quando assim o fazemos nos tornamos hipócritas e acabamos fracassando, visto que o coração é que fará com que as coisas e pessoas sejam boas ou más.
A Bíblia diz que “Todas as coisas são puras para os puros; todavia, para os impuros e descrentes, nada é puro. Porque tanto a mente como a consciência deles estão corrompidas” (Tito 1.15).
O Salvador Jesus fala que “o que sai da boca vem do coração, e é isso que contamina o homem. Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhas, blasfêmias. São estas coisas que contaminam o homem” (Mateus 15.18-20).
Para tornarmo-nos maus não precisamos de Deus nem do Diabo; basta estimular a maldade do nosso coração corrompido pelo pecado.
Para nos tornar bons precisamos da ajuda do único Ser que é absoluta e essencialmente bom e capaz de nos ajudar: Deus. De outra forma não logramos êxito, visto que Ele é a única fonte da vida verdadeira, “porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade” (Filipenses 2.13).
O coração humano ...
Ele, o coração humano, é capaz de transformar até o bem em mal.
Ele, o coração humano, é capaz de transformar até Deus em Diabo.
Ele, o coração humano, é capaz de transformar até a vida em morte.
Mas nunca consegue transformar a morte em vida, porque um coração contaminado pelo mal jamais pode produzir vida de si mesmo.
Por conseguinte, dependemos exclusivamente de Deus para ganharmos vida e transformarmos as coisas em nosso redor em algo bom.
Porque Deus, “estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo” (Efésios 2.5).


Na graça de Deus, no poder do Espírito e no amor de Jesus.